ACIDENTE EM 2018
Juiz marca data para ouvir médica que atropelou verdureiro em Cuiabá
A audiência foi marcada para o dia quarta-feira (19).
09 de Junho de 2019, 08h56
O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miraglia, marcou a data da audiência de instrução e julgamento sobre a morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, de 48 anos para a próxima quarta-feira (19). A determinação foi dada na última quarta-feira (5).
Na audiência serão ouvidos a médica Leticia Bortolini, acusada de atropelar e matar o Francisco, o marido dela Aritony de Alencar Menezes, e a filha da vítima, Francinilda da Silva Lúcio.
O crime ocorreu na noite do dia 14 de abril de 2018, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.
Leticia e o marido voltavam de uma festa “open bar” por volta das 20h, em um veículo Jeep Compass quando atropelaram o verdureiro que tentava atravessar a avenida, com seu carrinho de verduras.
Na época, após o atropelamento, a médica fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Uma pessoa que presenciou o acidente foi atrás do casal até o condomínio onde moram no bairro Jardim Itália e acionou a Polícia Militar.
A médica chegou a ter prisão preventiva decretada, mas foi solta após conseguir um habeas corpus.
Consta na determinação que foram arroladas como testemunhas os policiais militares Rafael de Souza Cardoso e Leo Teixeira Gregório Vilas Boas; o motoboy Bruno Duarte Pereira de Lins; o comerciante Eduardo Rizzieri; o veterinário Rodrigo Chiroli; Benete Bruno da Silva e Bento Rodrigues de Menezes.
Denúncia do MPE
O promotor Vinicius Gahyva Martins, da 1º Promotoria de Justiça Criminal, denunciou Letícia pela prática de quatro crimes: homicídio doloso (quando não há intenção de matar), omissão de socorro, embriaguez ao volante, e por se afastar do local do acidente fugindo da responsabilidade.
A denúncia foi realizada no dia 11 de setembro do ano passado.
Investigada pelo CRM
O Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) abriu Procedimento Ético Profissional (PEP) que pode culminar na cassação do registro profissional da médica Letícia Bortolini, acusada de ter atropelado e matado o verdureiro.
Conforme o CRM, o PEP foi aberto porque Letícia possivelmente infringiu o Código de Ética médica, “quando de forma negligenciada, pelo constante nos autos do processo, deixou de prestar assistência médica ao Sr. No entanto, o processo de investigação do caso corre em sigilo.