CRISE DO COVID-19
“Não haverá leito de UTI para atender todo mundo”, alerta secretário de saúde
A afirmação é do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante a live realizada na manhã terça-feira (9).
09 de Junho de 2020, 09h38
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, alertou durante a live realizada na manhã desta terça-feira (09), para o momento de colapso que a saúde começa a enfrentar com a falta de leitos diante da alta demanda de pessoas infectadas com o Covid-19, em Mato Grosso.
“Não haverá leito de UTI para atender todo mundo. A Santa Casa e o Metropolitano já colapsaram. Só ontem à tarde recebemos 10 pedidos de vagas e não tinha”, afirmou.
A Secretária de Estado de Saúde (SES) informou no final da tarde de segunda-feira (08), que a taxa de ocupação dos leitos de UTI era de 47,5% e de 11,5% em leitos de enfermaria.
“Há um crescimento muito grande dos casos em Mato Grosso, principalmente dos casos graves. O número de pacientes em leitos de UTI é superior ao número de pacientes em leitos clínicos, onde temos mais vagas. Esperávamos ter um número substancial de pacientes com sintomas mais leves, mas o que está acontecendo, em face também das fragilidades e deficiências da atenção básica de saúde, é que os pacientes já chegam num estado bastante crítico, praticamente direto para a UTI”, disse.
Até ontem, Mato Grosso registrou 4.243 casos confirmados da Covid-19, sendo que desse total, 126 pessoas vieram a óbito.
O secretário pede que os prefeitos façam um trabalho rigoroso para manter o isolamento social, assim como as medidas farmacológicas, como uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento.
“Para você, gestor, que está me ouvindo; para você, cidadão, que está me ouvindo: se você quer flexibilizar, se você quer dar maior liberdade para o isolamento social, é importante frisar que, se você demandar por um leito hospitalar, terá dificuldades, mesmo tendo plano de saúde privado, porque os hospitais privados também já começam a colapsar, demandando inclusive leitos de UTI do sistema público”.
“O país não estava preparado, nenhum Estado estava preparado, nenhum município estava preparado e a população não estava preparada. A gente precisa se conscientizar que isso não é uma banalidade e passar a tratar isso com mais preocupação e respeito que o caso merece. A situação é realmente grave e é preciso adotar medidas mais rigorosas de controle do isolamento social”, destacou Figueiredo.