Polêmica
Presidente da Câmara diz que pequenos comerciantes não podem ser penalizados na Exposul
Ibrahim Zaher disse que comerciantes compram bebidas de intermediário, o que encarece os preços; decisão final deve sair hoje.
09 de Agosto de 2013, 09h21
O vereador e presidente da Câmara Municipal, Ibrahim Zaher, explicou hoje (09) que defende a prática de preços populares na venda de bebidas durante a Exposul, mas que é preciso tomar cuidado para que a medida não sacrifique os comerciantes que vão atuar na feira. O assunto gerou polêmica nesta semana e a definição deve sair ainda na manhã de hoje, em reunião promovida com o Procon e representantes dos comerciantes e do Sindicato Rural de Rondonópolis - que promove a feira.
Ibrahim Zaher explicou que os empresários que compraram estandes no parque de exposições são obrigados a adquirir os produtos de um intermediário indicado pela própria direção do Sindicato Rural. Com isso, os preços se elevam e, se não puderem transferir o acréscimo ao preço final, a diferença representará prejuízo financeiro para os comerciantes - que tem ainda os custos com aluguel de estandes, energia e funcionários.
"Sou a favor de um preço melhor, mais acessível, mas sem prejudicar os pequenos comerciantes. Não podemos agir como um 'Robin Hood' às avessas", disse o vereador numa alusão ao herói inglês que tirava dos ricos para dar aos pobres.
O presidente da Câmara informou que também participará da reunião convocada pelo Procon e voltará a defender uma medida paliativa. "Precisamos encontrar uma forma que permita aos pequenos comerciantes adquirirem bebidas a um preço melhor. Não podemos penalizar a parte mais fraca", defende.
Conforme o acordo que estava sendo firmado com o Procon, o preço máximo de venda de garrafas de água, e latas de cerveja e refrigerante seria de três reais. Ainda há uma expectativa de reduzir um pouco o preço da água mineral.