CARLOS FÁVARO
Em Rondonópolis, vice-governador esquiva ao falar de política, nega mal-estar e mira 2018
09 de Agosto de 2016, 08h30
Em visita a Rondonópolis, o atual vice-governador do Estado Carlos Fávaro tentou não falar de política. Não teve jeito. Acabou abordado por jornalistas que acompanham a corrida eleitoral no município, principalmente à majoritária. Pelo PSD, apaziguou mal-estar e adiantou a formação de base sólida de apoio ao Governo em 2018.
Sobre o mal-estar, a relação direta entre o Governador Pedro Taques (PSDB), seu candidato a prefeito Rogério Salles (PSDB) e o atual prefeito na corrida à reeleição Percival Muniz (PPS). Taques e Salles são tucanos e partida do líder a determinação dos vôos rumo a eleições nos principais municípios do Estado. Publicamente, entretanto, o governador mantém (ou mantinha) laços de amizade com Muniz, e não de hoje. No início da vida pública, é sabido, o tucano recebera uma importante mão amiga do atual prefeito.
Eis o impasse de Taques: apoiar Salles e virar as costas para Percival? Sobre este dilema, Carlos Fávaro procurou responder. "Não vejo isso (mal-estar)". E continua: "Nós buscamos um novo posicionamento aqui no município, buscamos construir PSDB e PSD, seguindo dentro da base aliada. O (Rogério) Salles foi governador e tem competência para gerir. O PSD tem dois deputados estaduais, tem vereadores, tem senador. Por isso não podia ficar à margem na indicação da vice (Marildes Ferreira, na chapa de Salles)", disse.
Perguntado sobre uma sinalização futura da composição que se forma já neste pleito, o vice admite confiança na continuidade o do projeto daqui a dois anos. "Pode sinalizar a composição de grupo. Vamos ter alinhamento dentro da base, fidelizando para as próximas eleições a formação muito clara da base de apoio", finaliza.