DEPOIS DE DILMA

“Impeachment não resolve tudo”, diz Pedro Taques em evento

por GazetaMT

09 de Agosto de 2016, 12h00

“Impeachment não resolve tudo”, diz Pedro Taques em evento
“Impeachment não resolve tudo”, diz Pedro Taques em evento

O Governador Pedro Taques (PSDB) está em São Paulo, a convite da Associação Brasileira do Agronegócio (Abrag). Participa do 15º Congresso Brasileiro do ramo e por isso não compareceu em Rondonópolis no cumprimento de agenda social. Publicamente a história é essa, ainda que pormenores políticos vez ou outra ainda pipocam.

Surgem aqui e acolá por conta da sinuca de bico em que se meteu o governador, assunto para outra sessão deste site. Especificamente nesta coluna, chamou a atenção a fala do chefe do Executivo mato-grossense sobre o aquecimento da economia brasileira e as perspectivas de um país cambaleante comandado por presidente interino. "O impeachment não resolve tudo", disse. 

Pró cassação, Taques é claro e pontual: crê na consolidação da queda da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), bem como na melhoria do cenário nacional após a estabilização do governo Temer. Nada capaz, porém, de solucionar a fundo os problemas do país. Vão-se os anéis, ficam os dedos, como se diz. 

Taques resume que o sistema político continua o mesmo. Cai Dilma e parte dos aliados, grãos de areia num deserto tomado pela politicagem. "Com o impeachment minha ideia é que tudo melhore. Mas o impeachment não resolve tudo. Teremos o mesmo Congresso, os mesmos deputados, os mesmos senadores e os mesmos políticos. O impeachment não é uma panaceia, um remédio que vai resolver de AIDS a unha encravada e câncer cerebral. Outros desafios precisam ser superados", concluiu Taques. E foi certeiro 

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NOTA DA COLUNA: O recado do governador serve, e muito, para as multidões em verde e amarelo que foram às ruas pedindo o impeachment. Pixuleco, Dilma presidiária, pato gigante da Fenasp, trio elétrico e ilusórios sentimentos de democracia, profundidade e conhecimento da conjuntura política de uma nação cujo Poder seja talvez um dos mais complexos entre as principais potências do mundo.  Chegaram a dizer, os fervorosos, que Dilma seria só a primeira a cair, num combate urgente à implantação do comunismo brasileiro. Logo depois todos continuariam nas ruas e organizariam novos protestos em verde e amarelo até que se extinguisse por completa esta possibilidade, levando a reboque a corrupção.

Pois é, já podem começar...

Antes que acusem esta coluna de promover o petismo/comunismo/terrorismo, vale dizer que os manifestantes de vermelho tem exatamente a mesma responsabilidade dos verde e amarelo, pois trata-se de uma conjuntura amplamente canalha construída democraticamente há anos em Brasília. Tem o dedo tanto de um lado quanto de outro. Estamos todos brigando com as mãos sujas da mesma lama.