ESPORTE
CPI da Máfia do Futebol encerra nesta terça com ou sem votação de relatório final
Relator da comissão propõe gestão mais transparente e democrática nas entidades esportivas
09 de Agosto de 2016, 07h12
A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga a máfia do futebol tem um desafio para esta terça-feira (9), último dia de funcionamento da CPI: votar o relatório com as conclusões de quatro meses de trabalho. Se a votação não ocorrer, a comissão será encerrada sem um documento final.
Em uma última tentativa de conseguir mais tempo para a CPI, o presidente da comissão, deputado Laudivio Carvalho (SD-MG), esteve reunido nesta segunda-feira (8) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que mais uma vez disse que não autoriza a prorrogação nem desta nem de qualquer outra CPI.
Para Laudivio Carvalho, as investigações foram prejudicadas por outros eventos. "Primeiro, na questão do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Todo mundo estava indo para a comissão especial e a CPI acabou sendo esvaziada. Depois, veio a questão do Eduardo Cunha. E, no meio disso, um recesso de 15 dias. Eu entendo as dificuldades que o relator teve e tomei, como presidente [da CPI], a decisão de mais uma vez procurar a presidência da Casa", disse.
O relatório da CPI, elaborado pelo deputado Fernando Monteiro (PP-PE), foi apresentado nesta segunda-feira (8). Segundo Monteiro, as denúncias recebidas pela comissão mostram que as práticas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) privilegiam relações pessoais em detrimento de critérios técnicos de contratação e incentivam práticas de propina e suborno, "as quais, em última análise, prejudicam toda a cadeia futebolística brasileira, ao direcionar recursos a fins