EM ASSEMBLEIA
Profissionais da educação votam pela suspensão de greve que já durava 75 dias
Apesar da decisão, a categoria permanecerá em estado de greve, ou seja, a qualquer momento o movimento pode voltar
09 de Agosto de 2019, 16h46
Em uma Assembleia Geral realizada, na tarde desta sexta-feira (09), em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Cuiabá (MT), os profissionais da Educação Estadual votaram pelo fim da greve dos professores, que teve início no dia 27 de maio. Apesar da decisão, a categoria permanecerá em estado de greve, ou seja, a qualquer momento o movimento pode voltar.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valteir Pereira, apesar da suspensão da greve, ainda é necessário cobrar do Executivo posicionamentos. "Uma greve que foi suspensa com uma série de pontos a serem conversados com o Governo do Estado. Depois desses dias, a categoria se mostrou bastante heroica defazer esse movimento, mesmo com a decisão do corte de ponto, e sem o apoio do Poder Judiciário, mas no entanto, entendeu que agora é momento de dar uma segurada para construir um novo processo de resistência em um próximo período", afirma Valteir.
Caravanas de pelo menos 65 município se deslocaram para a Capital e participaram da assembleia. Caravanas como a da professora Edna Aparecida Alves, de Rosário Oeste, município que havia votado pela permanência da greve, em Assembleia regional. "Na nossa cidade, a assembleia que foi feita é pela resistência. No presente momento, a proposta do Governo ainda é um pouco indecorosa. Ela não contempla as nossas necessidades. E por ser uma proposta vaga, duvidosa, e que ele (governador) já provou para nós que a palavra dele não tem seriedade no cumprimento. Com isso a nossa cidade, em assembleia, decidiu que vamos ainda resistir até por conta da Lei 510", finalizou.

Mesmo tendo o Governo do Estado atendido boa parte das reivindicações, a categoria não abre mão do cumprimento da Lei 510/2013, que prevê um reajuste anual de 7,69% acima da inflação, para garantir a dobra do poder de compra dos salários dos professores até o ano de 2023. A categoria cobra que o Governo apresente até 2020 um cronograma de pagamento da lei 510.
"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porquê, o ponto principal desta greve, que o cumprimento da lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado e a categoria reafirma que caso o Governo não integralize uma proposta até a próxima data base no ano de 2020, nós poderemos ter uma nova greve", pontua Valteir Pereira. 
Em relação ao corte de pontos, a categoria cobra que seja feita de imediata suspensão do salário cortado. Outra exigência é que o Governo tinha apresentado que iria fazer o chamamento dos concursados, mas não fez, alegando a continuidade da greve. Agora com a suspensão,os professores exigem o imediato chamamento do concurso público.
Com a decisão, a expectativa é que as aulas possam voltar na quarta-feira (14).