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Percival reafirma convite e diz que é 'injusto' culpar o PMDB pelas dívidas da Coder

Prefeito aguarda renegociação de dívidas e resposta do partido para nomear o vereador Cláudio da Farmácia como presidente da empresa.

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16 de Agosto de 2013, 05h00

Percival reafirma convite e diz que é 'injusto' culpar o PMDB pelas dívidas da Coder
Percival reafirma convite e diz que é 'injusto' culpar o PMDB pelas dívidas da Coder

Percival disse que está finalizando processo de renegociação de dívidas da CoderO prefeito Percival Muniz (PPS) disse que não considera correto culpar o PMDB pelas dívidas da Coder e reafirmou que mantém a disposição de nomear um integrante do partido para presidir a empresa. O escolhido, já aprovado pela bancada do PMDB na Câmara Municipal, é o vereador Cláudio da Farmácia, o mais votado na última eleição. Mas a posse dele ainda depende de autorização do partido e também da conclusão do processo de renegociação de uma dívida de R$ 42 milhões.

A expectativa é que a renegociação seja concluída ainda neste mês. A maior parte do débito ficará com a Prefeitura, que poderá acertar a quitação em até 260 parcelas. A Coder, que não tem as mesmas condições dadas aos órgãos públicos, renegociará o restante em um prazo menor, de no máximo 60 meses.

"A dívida poderá ser paga sem comprometer a capacidade de investimentos e o desempenho da Coder. Ela voltará a ter acesso a todas as licenças, podendo inclusive realizar obras públicas. Não posso mexer lá antes de concluir isso", explicou Percival.

O prefeito disse ainda que sua equipe fez um levantamento da dívida e não encontrou sinais de fraudes. O endividamento, segundo o relatório, é resultado de dívidas trabalhistas e tributos (PIS, Cofins etc.) não pagos, que se acumularam ao longo de várias gestões municipais.

"Essa dívida foi renegociada pela própria Coder e estava tudo bem até metade do ano passado. Mas nos últimos seis meses de 2012, na gestão do Ananias (Filho/PR), as parcelas não foram pagas e a dívida estourou. Colocar isso na costa do PMDB é injusto", afirmou.

Nomeação de Cláudio da Farmácia abrirá vaga para o suplente, Batista 'da Coder'Na opinião de Muniz, o fato de anteriormente toda a dívida ter sido parcelada em apenas 60 vezes tornou mais difícil o cumprimento do acordo. "As parcelas ficaram altas e acho que o Ananias não conseguiu pagar, preferiu centrar os investimentos em segurança pública. Mas o fato é que não se pode culpar o PMDB por essa dívida", ressalta.

Entendimento
Os problemas no campo político devem ser resolvidos antes da renegociação das dívidas. Ontem (15) Percival conversou com dirigentes do diretório municipal e vereadores peemedebistas, que anunciaram uma reunião neste final de semana com o presidente do diretório regional, o deputado federal Carlos Bezerra. Nos dois casos o assunto é a nomeação de Cláudio da Farmácia para a presidência da Coder.

Os vereadores chegaram a anunciar a 'homologação' do nome do colega, mas ontem a presidente da comissão provisória do partido no município, Paula Costa, alertou que a decisão ainda depende do aval do Diretório Regional. Percival disse que aguardará a resposta e quer o PMDB dentro do governo.

"Expliquei que, principalmente neste primeiro ano, preciso de liberdade para compor o governo como achar melhor. Convidei gente de muitos partidos e nenhum recebeu uma secretaria 'fechada', quero fazer o mesmo com o PMDB. Eu não posso dar algo que não é meu. As secretarias e a Coder não são minhas, são do povo de Rondonópolis", destacou.