Ararath

Éder Moraes consegue revogar prisão no STF, mas continua preso em Brasília

Ex-secretário precisa reverter outro mandado de prisão, expedido pela Justiça Federal; ele não poderá manter contato com outros acusados

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29 de Maio de 2014, 18h15

Éder Moraes consegue revogar prisão no STF, mas continua preso em Brasília
Éder Moraes consegue revogar prisão no STF, mas continua preso em Brasília

Eder Moraes e José Riva foram presos no mesmo dia em operação da Polícia FederalO ex-secretário de Estado, Éder Moraes, vai deixar o presídio da Papuda, em Brasília, mas está proibido de deixar o país ou fazer contato com qualquer um dos investigados na 'Operação Ararath'. A liberdade de Éder foi autorizada hoje (29) pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, o mesmo que havia determinado a prisão dele e também do deputado estadual José Riva (PSD) - solto na última sexta-feira (23).

Preso pela Polícia Federal no último dia 20, Éder Moraes é acusado de participar de um esquema que teria desviado cerca de R$ 500 milhões de reais. Conforme a investigação feita pela própria PF e também pelo Ministério Público Federal, o dinheiro foi usado para financiar campanhas eleitorais, corromper políticos e até para 'comprar proteção' de promotores estaduais e juízes em Mato Grosso.

O ministro Dias Toffoli acatou os argumentos dos advogados Paulo Lessa, Fábio Lessa e José Eduardo Alckmin, que afirmam que Éder Moraes preenche os requisitos para responder ao processo em liberdade. Mas, apesar da vitória obtida no STF, o ex-secretário deve continuar preso por causa de um outro mandado de prisão, expedido pelo juiz federal Jefferson Schneider.

Em declarações à imprensa, os advogados do ex-secretário comemoraram a decisão e disseram acreditar o mandado expedido por Schneider também poderá ser revogado nas próximas horas. Caso isso aconteça, Éder Moraes não poderá manter contato pessoal ou telefônico e nem permanecer em locais onde estejam qualquer um dos acusados de envolvimento nas irregularidades investigadas.

Além do próprio Riva, Éder também terá de se manter distante do governador Silval Barbosa; o senador Blairo Maggi; os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado Humberto Bosaipo e Sérgio Ricardo; o ex-conselheiro do TCE Alencar Soares; o desembargador Evandro Stabile; o procurador-geral de Justiça Paulo Prado; o promotor de Justiça do Gaeco Marcos Regenold; Júnior Mendonça, Cláudio Mendonça, Fernando Garutti, Laura Tereza da Costa Dias (esposa de Eder), Vivaldo Lopes, Geni Martelli, Kleber Tocantins, Alex Tocantins, Luís Carlos Cuzziol, Leandro Valoes Soares (filho de Alencar Soares), Vanessa Navarro Alvarenga, Roberto Alvarenga, Gloria Aparecida Navarro Alvarenga, Marcos Tolentino da Silva e Alex Montnari Ortolan, todos investigados pela 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.