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Mauro Campos e Rodrigo Lugli protagonizaram principal bate-boca desta semana na Câmara

por GazetaMT

13 de Abril de 2016, 16h46

Mauro Campos e Rodrigo Lugli protagonizaram principal bate-boca desta semana na Câmara
Mauro Campos e Rodrigo Lugli protagonizaram principal bate-boca desta semana na Câmara

De um lado o tucano Rodrigo Lugli da "Zaeli", de outro o petista Mauro Campos. Em comum, ambos filiados a partidos protagonistas na crise política instalada em Brasília. Claramente opostos, porém, no posicionamento e no discurso. Na sessão Ordinária da Câmara desta quarta-feira (13) a desavença os levou ao bate-boca na Casa de Leis.

Rodrigo provocou primeiro. O vereador tucano apareceu na sessão trajando, além do costumeiro terno, uma faixa nas cores verde e amarelo enrolada ao pescoço. Questionado, o vereador disse estar comemorando "a vitória do povo brasileiro", em menção clara à aprovação da abertura do pedido de impeachment contra a presidente da República Dilma Rousseff (PT) ocorrida nesta semana em Brasília. Petista, Mauro Campos não deixou barato.

Em defesa do atual governo, o vereador usou a Tribuna para "descascar" o que chamou de pose santa do PSDB nos dias de hoje. Direcionando o discurso ao colega tucano, disse. "O seu partido, nobre vereador, não tem moral. O PSDB fala como se fossa um partido de santos, mas se formos falar em corrupção, vocês são os corruptos", disse.

Daí por adiante seguiu o vereador e representante do PT no Legislativo. Lembrou atuações vergonhosas do PSDB em outros estados do Brasil e falou até do atual governador de Mato Grosso Pedro Taques (PSDB), dando a entender que as "pedaladas fiscais", principal objeto de base no processo de impedimento, não são práticas tão únicas e exclusivas do PT quanto se pensa.

Tomadas as dores tucanas, Lugli saiu em defesa do governador e de seu partido. "Até hoje não existe nenhuma denúncia contra o governador Pedro Taques. Vejo o vereador Mauro Campos falando dos problemas do meu partido mas não esclarecendo os escândalos do partido dele. Hoje o país está colocando as coisas às claras e o seu partido, nobre vereador, acabou com o Brasil", disse apontando em direção ao petista.

A troca de ataques não parou por aí. Mauro Campos lembrou que o PSDB, durante o governo Fernando Henrique Cardozo, foi responsável pela escandalosa venda da Companhia Vale do Rio Doce, arrematada pela iniciativa privada, à época, a preço de banana. Lugli rebateu dizendo que o PT acabara de vender a Petrobrás.

Ao final da discussão, entre mortos e feridos salvaram-se todos. À imprensa, momentos após, Lugli chamou novamente de vitória a aprovação da abertura do processo em Brasília. Campos chamou de golpe, lembrou do recente áudio vazado do vice-presidente Michel Temer e atacou os partidos que abandonaram a base do governo.

Aproveitou o petista, ainda, para lembrar que investimentos e verbas trazidas por ministros a Rondonópolis são méritos do Governo Federal, numa menção à recente visita a anúncio de recurso para obras de saneamento básico feitos pelo ministro das Cidades Gilberto Kassab (PSD). 

EM TEMPO: Na mesma sessão, teve mais barraco. Confira aqui.