CRIME AMBIENTAL

Enquanto a polícia procura diretores do Sanear, Pátio lamenta não aprovação de R$ 60 mi para órgão

Mesmo de Brasília Pátio diz “lamentar” que o vereador Reginaldo dos Santos (PPS) pediu vistas dos projetos de repasses para o Sanear

por

10 de Maio de 2012, 10h19

Enquanto a polícia procura diretores do Sanear, Pátio lamenta não aprovação de R$ 60 mi para órgão
Enquanto a polícia procura diretores do Sanear, Pátio lamenta não aprovação de R$ 60 mi para órgão

Em uma matéria divulgada na quarta-feira (9) à imprensa pela Prefeitura, o prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB), que permanece em Brasília (DF) buscando reverter a sua cassação obtendo uma medida cautelar que o mantenha no cargo, Pátio "lamenta o pedido de vista" feito pelo vereador Reginaldo dos Santos (PPS), com o apoio de toda a Câmara Municipal, dos projetos de lei do Poder Executivo para encaminhar quase R$ 60 milhões ao Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear).

A questão, segundo o presidente da Câmara, vereador Ananias Filho (PR) é que já virou consenso na Casa de Leis, que estes projetos de créditos especiais ao Sanear somente serão aprovados depois que forem devidamente analisados os projetos de abastecimento de água e esgoto, para os quais, os R$ 60 milhões serão utilizados. "Este não é um momento para liberar esses valores", destacou.

O momento ao qual se refere Ananias é o crime ambiental cometido pelo Sanear, lançando esgoto in natura no Rio Vermelho em grandes quantidades, o que causou um dano ambiental ainda sem proporções, mas o maior da história de Rondonópolis.

Enquanto Pátio lamentava a não aprovação dos repasses do PAC I e PAC II, do Governo Federal para dar continuamento nas obras de água e esgoto. A Polícia Civil de Rondonópolis fez um novo flagrante de lançamento de esgoto in natura partindo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Sanear. Naquele momento a polícia já havia preso em flagrante o engenheiro ambiental do Sanear, Hermes Ávila de Castro, e mantinha 20 investigadores nas ruas de Rondonópolis para prender a diretora geral do órgão, Terezinha Silva Souza, e o diretor técnico, Júlio Goulart.