DA FOLIA, O CALOTE

Artista do Carnaval denuncia a jornal irregularidades cometidas pela Prefeitura de Rondonópolis

por GazetaMT

07 de Junho de 2017, 09h29

Artista do Carnaval denuncia a jornal irregularidades cometidas pela Prefeitura de Rondonópolis
Artista do Carnaval denuncia a jornal irregularidades cometidas pela Prefeitura de Rondonópolis

Uma das principais reportagens da edição desta quarta-feira, 7, do jornal A Tribuna, de Rondonópolis, denuncia irregularidades cometidas pela atual gestão municipal na organização da edição 2017 do Carnaval popular, em especial o vice-prefeito Ubaldo Barros. A publicação, assinada pelo jornalista Márcio Sodré, traz a versão de um dos músicos envolvidos com a festa, que agora cobra valores nunca pagos pela Prefeitura.

Méritos ao colega jornalista e o veículo de comunicação. O assunto, entretanto, não é de hoje, vinha sendo acompanhado por alguns repórteres desde o fim da festa. Na época, aguardava-se o pagamento da Prefeitura aos profissionais.

Pedido de gente da própria administração municipal  fora feito a meios de comunicação da cidade. Contavam com a "paciência" alheia, alegando falta de dinheiro. Típico do jeito Zé do Pátio de conduzir a gestão pública. Parabéns aos envolvidos.

De volta ao calote no Carnaval 2017, depoimentos contundentes dados ao jornal pelo músico Hércules de Abreu, o Cuia, do grupo Temperos do Samba, que atuou nesta edição. Segundo informou à publicação, irá levar o caso e as denúncias de irregularidades ao Ministério Público Estadual.

Segundo Cuia, bandas e artistas locais estão ainda sem receber pelas apresentações, como Marinho e Seus Beat Boys, Temperos do Samba, Iara Figueiredo, Célia Morel e Café com Axé. Na verdade, no caso do Café com Axé falta o pagamento de 50% do combinado e do Temperos do Samba, mais de 50% (R$ 13 mil). As bandas Chocolate Sensual e Combinados do Samba, conforme ele, nem chegaram a tocar no evento por que não receberam adiantado. Em relação às bandas baianas, repassa que elas têm a receber R$ 28,4 mil de um total de R$ 66 mil. Ele não disse quem pagou esses valores parciais. Trios elétricos contratados também teriam valores significativos a receber.

Ainda segundo o entrevistado, tentativas de cobrança junto à Prefeitura fracassaram. É sabido, logo após o Carnaval, músicos e demais artistas da festa prometeram alarde em pleno Paço Municipal. O caso, na ocasião, foi abafado pela turma do "deixa disso" agindo de politicagem.

Conforme explica A Tribuna, apesar de a Prefeitura alegar que fez uma licitação visando repassar todo gerenciamento do carnaval popular para uma empresa, no caso processo ganho por Gileno Gomes de Almeida ME, que teria o direito de explorar comercialmente a festa em troca da sua estruturação, Hércules de Abreu assegura o contrário. Ele diz que a organização/realização do carnaval popular esteve a cargo da Prefeitura, através de uma comissão liderada pelo vice-prefeito Ubaldo Barros, sendo composta também por Pedro Augusto, irmão do prefeito Zé Carlos do Pátio. "Não é à toa que o Ubaldo foi na Câmara receber uma moção de aplausos pela realização do evento. As bandas não foram licitadas e nem contratadas pelo Gileno. Foi feito um carnaval totalmente irregular", disse Cuia ao jornal.

A prefeitura, até a data da publicação da reportagem de Márcio Sodré, não respondeu aos questionamentos do jornal A Tribuna. Outra característica da atual gestão municipal. Buxixo conhece bem.   

A reportagem completa do jornal A Tribuna está aqui

Atualização

Em nota, a Prefeitura de Rondonópolis deu outra versão sobre o caso. Leia