DEPOIS DA RESSACA

Passada a derrota, Percival voltou. Se aprendeu a lição, não se sabe...

por GazetaMT

03 de Abril de 2017, 10h45

Passada a derrota, Percival voltou. Se aprendeu a lição, não se sabe...
Passada a derrota, Percival voltou. Se aprendeu a lição, não se sabe...

O ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz -PPS, está de volta. Passou longas férias com a família e curou a ressaca da derrota nas urnas em 2016. Se disse renovado, e houve barulho.

Nem bem regressou o "barba" e a disputa eleitoral do próximo ano entrou na pauta. Era de se imaginar, ora pois. O mais provável é que Muniz busque uma vaga na Câmara dos Deputados.

Primeiro pela razão política, Muniz é nome forte. Em segundo, um atrito que promete render boa briga contra o atual deputado federal Adilton Sachetti -PSB, provável candidato à reeleição.

Muniz nunca escondeu: engoliu a derrota nas eleições de 2016, mas não o que define como "trairagem" do deputado federal. Para o ex-prefeito, o racha articulado por Sachetti às vésperas da campanha culminou na sua derrota. PSB e PSDB incentivaram Rogério Salles, à época vice-prefeito, a disputar a eleição. Deu no que deu.

Percival prometeu, não faz muito tempo, cobrar a conta. Tirar votos do rival ou até mesmo se eleger à Câmara lhe seria o deleite.

Não se sabe, eis a dúvida, que traje vestirá Percival. Hoje usa o do PPS e descartou, ao menos por agora, uma mudança de partido. Contrariou a boca grande que o colocou em outras siglas, como no PMDB.  

Não é o perfil do "barba". Muniz segue uma linha ativista que o PMDB não suporta. É um partido sem sal. Se não houver melhor proposta, poderá vir mesmo pelo PPS.

Antes de definir, entretanto, Muniz tem outro desafio: reconhecer que perdeu a Prefeitura, entre outros fatores, por sua -e unicamente sua- arrogância, inteligentemente utilizada em favor pelo eleito José Carlos do Pátio -SD.

Para 2018, contra quem for a briga, terá que fazer uma disputa diferente. Aprender com os erros, é como dizem.