EM RONDONÓPOLIS

Paralisação deixa cerca de 5 mil passageiros sem transporte coletivo na manhã desta terça (22)

Presidente do Sindicato “ataca” prefeito e preocupação é com a implantação de empresa clandestina em Rondonópolis

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22 de Março de 2016, 08h51

Paralisação deixa cerca de 5 mil passageiros sem transporte coletivo na manhã desta terça (22)
Paralisação deixa cerca de 5 mil passageiros sem transporte coletivo na manhã desta terça (22)

O Sindicato dos Trabalhadores e Empresas de Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região - STTRR, confirmou na manhã desta terça-feira (22) a paralisação geral dos profissionais, cerca de 150 motoristas, que atuam no transporte coletivo da empresa Cidade de Pedra.

Entre as reinvindicações da categoria estão melhores condições de trabalho, renovação da frota de veículos, extinção do pagamento da tarifa em dinheiro, ou seja, apenas uso do cartão, e pagamento do salário em dias. 

Com a paralisação, 78 ônibus  não deixaram a garagem da empresa e cerca de 5 mil pessoas amanheceram sem transporte coletivo, em Rondonópolis.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Empresa critica prefeito de Rondonópolis. Foto: Renata Ramos / GazetaMTSegundo o presidente do Sindicato, Luiz Gonçalves da Costa, "Essa paralisação é referente ao descaso da Prefeitura Municipal com os trabalhadores. A empresa alega que devido não ter um ajuste na tarifa houve atraso no pagamento do salário e distribuição de vale. Quanto à cesta básica, vários itens já foram trocados. A empresa alega que só paga quando a prefeitura negociar um novo valor de cobrança de tarifa".

 

 

Atualmente em Rondonópolis, o preço da tarifa custa R$3 reais no cartão e R$3,10 em dinheiro.

Ainda durante entrevista ao site GazetaMT, o presidente do Sindicato citou duras críticas ao prefeito Percival Muniz, quanto a demora em se realizar uma nova licitação para o transporte coletivo em Rondonópolis.

"A nossa maior preocupação e com a implantação de empresas clandestinas. Haja vista que a licitação para implantação de uma empresa está vencida a mais de dois anos e esse processo não é realizado. Acredito que tenha algum acordo politico com empresa clandestina. Pois este é o perfil dele, já que teve este tipo de atitude em outros mandatos", afirmou Luiz Gonçalves.

Cidade de Pedra

Diretor da empresa Cidade de Pedra afirma que é preciso reajuste na tarifa do transporte coletivo no Município. Foto: Renata Ramos/ GazetaMTConforme o diretor da Empresa de Transporte Coletivo Cidade de Pedra, que atua em Rondonópolis há 10 anos, Paulo Sérgio da Silva, por várias vezes o poder público foi avisado sobre uma possível greve. "Há mais de 15 dias estou diariamente na Prefeitura tentando conversar e alertar o prefeito Percival Muniz sobre esta paralisação. Pois, o que ocasionou esta situação é a falta de reajuste na tarifa. Devido a isto, não estamos conseguindo cumprir nosso compromisso", esclareceu o diretor.

Paulo Sérgio afirmou ainda que duas reuniões já foram realizadas com a Comissão do Sindicato para liberação dos carros, mas até o momento nenhum acordo foi aceito. "A empresa não tem intenção nenhuma de ficar parada, cada viagem que deixamos de fazer é prejuízo".