Entidades estudantis distribuem panfletos caros, mas não revelam origem do dinheiro
04 de Outubro de 2012, 07h20
Chamou a atenção ontem em Rondonópolis a distribuição de milhares de adesivos assinados pela Umes, pelo DCE da UFMT e também pela União da Juventude Socialista - ala jovem do Partido Comunista do Brasil.
O material era de primeira qualidade. Plástico reflexivo, impressão colorida e formato padronizado. Coisa de profissional e, claro, de quem tem dinheiro. O problema é que as entidades que supostamente o patrocinaram são conhecidas exatamente por serem desprovidas de recursos.
Aliás, a fragilidade financeira foi um dos argumentos da UMES e do DCE para não encamparem há alguns anos a campanha pelo 'Passe Livre' - este sim um interesse legítimo dos estudantes secundaristas e universitários.
Pode até ser que, milagrosamente, as três entidades tenham superado a barreira econômica e disponham hoje de dinheiro de sobra para ações semelhantes. Mas seria bom que seus dirigentes viessem a público explicar o 'milagre'. Poderiam declarar a origem desses recursos e, ato contínuo, iniciar também outras campanhas em prol de questões mais afetas aos jovens - como a melhoria na qualidade de ensino ou a implantação de um campus da Unemat.
Se não revelarem de onde tiraram o dinheiro para confeccionar e distribuir o material, a UMES, o DCE e a UJS correm o risco de caírem na vala comum das entidades utilizadas indevidamente por políticos ímprobos e sem credibilidade.
A coluna terá prazer em publicar as explicações.