Explicando

Pichioni nega 'cota de casas' para vereadores e diz que CEF deve explicações

Vereador avalia que CEF precisa ser mais rigorosa; ele negou que gestão anterior distribuísse casas por indicação política

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05 de Dezembro de 2013, 00h50

Pichioni nega 'cota de casas' para vereadores e diz que CEF deve explicações
Pichioni nega 'cota de casas' para vereadores e diz que CEF deve explicações

Hélio Pichioni avalia que investigação abortada na gestão passada poderia ter esclarecido dúvidasO vereador Hélio Pichioni (PR) disse ontem que não pretende processar ou retaliar o ex-vereador Valdemar Marra, que o acusou de ter intermediado a liberação de uma casa no residencial João Antonio Fagundes. Ele considera que a acusação teve motivação pessoal e nega que tenha havido no Legislativo um esquema que permitia aos vereadores escolherem as pessoas que seriam beneficiadas com casas populares na cidade.

Marra já foi excluído da lista de beneficiários e fez a acusação após ter sido denunciado pela imprensa. A reportagem apurou que uma filha do ex-vereador trabalhava no gabinete de Hélo Pichioni na Câmara Municipal até dezembro do ano passado. Ela não teve o contrato renovado neste ano, o que teria causado um desentendimento político e influencido a decisão do pai de revelar o suposto esquema.

Pichioni não quis falar sobre o que teria motivado as acusações de Vademar Marra, mas negou com veemência que tenha participado de qualquer fraude ou tentativa de manipulação dos programas de habitação no município.

"Estou na Câmara há 13 anos e posso assegurar que neste período não existiu esse negócio de cotas de casas para vereadores. Nunca dei, e nem fiquei sabendo que algum vereador tenha dado casa para alguém", declarou.

Investigação
O vereador admite que houve muitas denúncias de irregularidades na gestão passada, quando a Câmara chegou a anunciar a abertura de uma comissão para investigar a distribuição de casas populares. Pichioni disse que os vereadores desistiram da investigação na época por causa da cassação do ex-prefeito José Carlos do Pátio e, na sequência, do início do período eleitoral. Hoje ele reconhece que a decisão foi um equívoco.

"Achávamos que não adiantava abrir a CPI e depois não conseguir terminar; mas talvez fosse melhor se tivéssemos aberto naquela época para já elucidar todas as dúvidas", reconhece.

Na opinião de Hélio Pichioni não é viável investigar agora a situação de residenciais que já foram entregues, mas a Caixa Econômica Federal precisa ser mais rigorosa na seleção dos beneficiários para evitar situações como a do ex-vereador Valdemar Marra.

"Acho que quem mais tem que dar explicações sobre isso aí é a Caixa. Se a pessoa tem vários terrenos, constrói e vende casas, certamente deve ter algo registrado em seu CPF ou no imposto de renda. Então tenho uma dúvida sobre como isso não foi descoberto", exemplifica.