Indiretas
Dr. Manoel diz que PMDB precisa quebrar tradição de 'não concluir mandatos'
Vereador faz crítica velada ao presidente regional, que deixou de concluir dois mandatos; e afirma que pensa no PMDB e não no PR
28 de Maio de 2012, 00h10
O vereador Manoel da Silva Neto (PMDB) não gostou do resultado da reunião, realizada no sábado (26), pelo diretório municipal do partido para discutir as eleições indiretas do próximo dia 13 de junho. Ele quer que o PMDB tenha candidato próprio a prefeito, mas não conseguiu o aval do partido e nem o apoio dos colegas de bancada. Como também não foi proibido de levar a idéia adiante, Manoel continua defendendo a candidatura própria e deve prolongar a polêmica ao longo desta semana.
"O candidato não precisa ser eu, mas precisamos ter alguém do PMDB disposto a concluir o mandato que foi iniciado pelo partido. Temos quatro vereadores e muita facilidade para ganhar a eleição. Não há porque não concorrer", disse Manoel à reportagem do GazetaMT.
O vereador discorda dos colegas que afirmam já ter um acordo prévio para apoiar Ananias Filho (PR) e diz não acreditar que sua candidatura põe em risco uma aliança futura com os republicanos. Ele se dispôs a tentar convencer a bancada do PR sobre a primazia do PMDB na disputa pela Prefeitura, mas afirmou que sua preocupação agora é com o próprio partido.
"Não estou pensando na situação do PR, mas sim na do PMDB. O partido vem de uma sequência de mandatos não concluídos, primeiro com o deputado Carlos Bezerra, depois com o Dr. Alberto de Carvalho. Não podemos deixar que o mesmo ocorra agora neste mandato do prefeito José Carlos do Pátio. É isto que nos preocupa no momento", ressaltou.
Apoios
Manoel da Silva Neto afirma que tem o apoio de boa parte da militância e, na reunião de sábado, recebeu também a solidariedade da presidente do diretório municipal, Maria Paulina Bordegatto - ela própria apontada pelo vereador como um nome viável para a disputa da Prefeitura nas indiretas.
Quanto aos apoios entre os vereadores, os únicos com direito a voto, a situação é delicada. Mohamed Zaher (PSD) disse que vota em Manoel, mas não está claro se os outros dois vereadores da legenda (João Gomes e Milton Mutum) o acompanharão nesta decisão.
Também não há unanimidade na própria bancada do PMDB. Manoel já não conta com o voto de Fulô, mas espera conquistar o apoio de Adonias Fernandes e Milton Gomes da Costa, o Miltão.
"O Fulô tem uma grande proximidade com o Ananias e, depois das declarações que já fez, nem teria condições de votar em mim. Eu compreendo isso, mas acho que posso ter os votos dos os outros dois colegas de bancada. Não sei se vamos vencer, mas, independente disso, acho que o PMDB precisa estar na disputa. Devemos isso à militância e ao município", declarou Manoel.