INSALUBRIDADE

Novas denúncias sobre pátio da Noble chegam à reportagem. Espaço pertence ao grupo Botuverá

por Robson Morais

06 de Junho de 2016, 11h16

Novas denúncias sobre pátio da Noble chegam à reportagem. Espaço pertence ao grupo Botuverá
Novas denúncias sobre pátio da Noble chegam à reportagem. Espaço pertence ao grupo Botuverá

Chuvas recentes deixaram poças de água parada e lama no local. Ao fundo, a estrutura metálica. Foto: Luan Dourado/GazetaMT

Novas denúncias de insalubridade envolvendo a multinacional agrícola Noble Agri, atualmente chamada Cofco, chegaram à reportagem do GazetaMT. Trabalhadores agora se queixam de pátio alugado pela empresa de outra gigante: a Botuverá.

Em março deste ano, o GazetaMT publicou uma reportagem relatando a precariedade enfrentada por caminhoneiros que aguardavam no pátio do distrito industrial de Rondonópolis para descarregar. Na época, a reportagem conversou com motoristas espremidos em uma estrutura metálica apertada e desconfortável tentando fugir do Sol, ainda que o calor impregnasse no baixo teto de metal.

De acordo com as novas reclamações, no novo espaço alugado às margens da BR-364, sentido Cuiabá, a realidade é pior. Novamente, motoristas que estavam no aguardo da autorização para descarregar relataram problemas. Longe da cidade, cobram local para poder almoçar, além de melhor acomodação dentro da estrutura também metálica existente no lugar. "Cheguei hoje pela manhã e só devo ri embora no final de tarde. Problema aqui é que as vezes tem caminhoneiro que quando não tem marmita passa o dia sem comer", conta um dos trabalhadores entrevistados.

Em respeito à integridade dos profissionais que descarregam com frequência nos pátios, a reportagem se comprometeu a manter em sigilo os nomes e idades. "Colocaram estas barreiras aqui para os caminhões não estacionarem embaixo do teto, na sombra. O jeito é ficar no Sol mesmo", diz outro refereindo-se aos blocos de concreto inslalados por todas as áreas de acesso da estrutura, com espaçamentos que permitem apenas a entrada de pessoas. No interior da instalação, resto de comida deixado -pelos trabalhadores- em detrimento à lixeira colocada O mau cheiro da foça e poças com água parada também contemplam o espaço sem asfalto.

Nos dias de chuva, relatam os caminhoneiros, a lama toma conta do pátio. Ao fundo, uma usina asfáltica mantida pela locadora existe e acumula materiais como o cascalho. Nenhum metro de asfalto, porém, foi posto ao solo. Na opinião dos motoristas, segundo afirmam, a verdade é que existem espaços para descarregar ainda em piores condições Brasil afora. Não Jusiticam, porém, a realidade precária do local visitado pela reportagem.

O Gazeta tentou contato com a Cofco do Brasil. Por telefone, uma funcionária da sede em Rondonópolis informou outro número original de São Paulo. Ninguém atendeu as ligações. Da Botuverá, também não houve retorno. 

Outra poça e mais água parada em local próximo à estrutura metálica. Foto: Luan Dourado/GazetaMT