IRREGULARIDADES
Vereadores põem obras da travessia urbana sob suspeita
Os parlamentares apontaram a demora na conclusão da obra e a qualidade do asfalto como fatores que põem em dúvida o trabalho da empreiteira
25 de Janeiro de 2012, 16h08
Denúncias contra empreiteiras, colocando em dúvida a qualidade de várias obras em execução em Rondonópolis, dominaram a primeira sessão ordinária da Câmara Municipal nesta quarta-feira (25). A principal suspeita levantada pelos vereadores diz respeito à obra de duplicação das BRs-163/364, na travessia urbana da cidade. Os parlamentares apontaram a demora - de mais de três anos - na conclusão da obra e a qualidade do asfalto, que em alguns trechos já está se deteriorando, como fatores que põem em dúvida o trabalho da empreiteira, que é a Construtora Objetiva, e a fiscalização dos governos federais e municipais, que são os responsáveis pela obra.
O vereador Manoel de Souza Neto (PMDB) chegou a defender que a Comissão de Obras da Câmara busquem as informações necessárias para esclarecer qualquer dúvida sobre a execução das obras de travessia urbana. "Não tem cabimento uma obra de um trecho pequeno levar mais de três anos para ser concluído, por isso, a Comissão de Obras precisa tomar um posicionamento", afirmou.
A cobrança dos vereadores também deverá ser feita ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e à Prefeitura, que segundo o vereador Milton Mutum (PSD), não têm fiscalizado a obra. "Não é possível que a Prefeitura continue fazendo os repasses para a empreiteira que fez um asfalto que já está se deteriorando", ressaltou.
As verificações na execução das obras de travessia urbana também foram cobradas pelo vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, (PMDB). Conforme ele, não interessa quem é a empreiteira, já que é dinheiro público que está sendo empregado. "Temos que saber que destino está tendo o dinheiro público", destacou.
A obra tem um orçamento de R$ 54 milhões para duplicação de um trecho de 13,5 quilômetros e conta com recursos federais e contrapartidas municipais. A empresa licitada para a obra é a Construtora Objetiva.