máfia da habitação

Secretário diz que ex-vereador não receberá casa e que Habitação fiscaliza casos irregulares

Segundo ele, desde que assumiu a Habitação, foram abertos vários inquéritos policiais para apurar as responsabilidades sobre vendas de casas

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03 de Dezembro de 2013, 09h14

Secretário diz que ex-vereador não receberá casa e que Habitação fiscaliza casos irregulares
Secretário diz que ex-vereador não receberá casa e que Habitação fiscaliza casos irregulares

O secretário Municipal de Habitação, Ildo Rodrigues, afirmou que o empresário e ex-vereador Valdemar Marra e uma outra pessoa, que teve o nome preservado, contemplados com casas populares do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, no residencial João Antonio Fagundes, foram excluídos do programa e não receberão o bem. O caso tem gerado bastante polêmica na cidade e a decisão de excluí-los do programa foi tomada pelo Conselho Municipal de Habitação, que se reuniu no último dia 28 para analisar a questão.

"Nós (Habitação), não pudemos rever os processos do João Antonio Fagundes, que foram entregues para a Caixa (Econômica Federal) pela gestão anterior ainda, no final do ano passado, quando nós ainda não tínhamos assumido a gestão. Nós não tínhamos a competência para isso. Mas após a publicação no DioRondon (Diário Oficial do Município) e as denúncias de que havia algo errado com esses cadastros, nós fizemos a exclusão das pessoas que estavam em situação irregular e vamos fazer o mesmo em qualquer situação anômala que detectarmos", afirmou o secretário.

'Por conta de ações de nossa iniciativa, já existem várias ações de reintegração de posse movidas pela CEF movidas na Justiça Federal', disse Ildo Rodrigues - Foto Denilson Paredes/GazetaMTSegundo ele, desde que assumiu a Habitação, foram abertos vários inquéritos policiais para apurar as responsabilidades sobre os constantes casos de venda de casas populares, que como é de conhecimento público, ocorrem há vários anos na cidade. "Esse não é o primeiro caso irregular detectado e em todos os casos nós agimos", afirmou.

Ainda segundo Ildo Rodrigues, dos 519 nomes publicados, somente 427 foram realmente sorteados e receberam as casas. Os outros cadastrados foram excluídos por terem renda incompatível com o programa, por já possuírem outra casa ou por problemas com documentos.

"Por conta de ações de nossa iniciativa, já existem várias ações de reintegração de posse movidas pela CEF movidas na Justiça Federal e nós vamos continuar fiscalizando até acabarmos com essa cultura maligna de entregar casas para quem não precisa e que depois vai comercializar esse bem construído com dinheiro público. Nós ainda temos relatórios sobre casas ainda desocupadas e que foram comercializados pelos que as ganharam e vamos entregar para a Caixa. E nós vamos começar a fiscalização no (residencial) Pedro Casaldáliga também", disse.

Ele informou ainda que o próximo residencial a ser entregue será o Magnólia, que fica localizado no início da Rodovia do Peixe, que tem previsão de entrega para o próximo mês de janeiro e terá 500 unidades. "Os contemplados no Magnólia já foram cadastrados na atual gestão e foram fotografadas e tem seu cadastro disponível na internet, para que toda a população possa acompanhar e denunciar os casos irregulares", concluiu o secretário.