Manifestação
Mulheres do MST protestam contra a produção de agrotóxicos em uma das maiores fábricas do Estado
Integrante do Movimento classificou a empresa como “Fábrica da Morte”
08 de Março de 2016, 09h05
Mais de 300 mulheres do Movimento Sem Terra (MST) de várias regiões do estado de Mato Grosso estão concentradas em frente à empresa Nortox - indústria formuladora de inseticida em pó - localizada no Km 116 na BR 163, Parque Industrial Vetorasso, saída para Campo Grande (MS), em Rondonópolis.
Segundo Itelvina Maziolli, integrante do movimento, a manifestação tem como objetivo denunciar os graves impactos causados pelos agrotóxicos, como a contaminação do solo, da água e do ar. Itelvina classificou a empresa como "Fábrica da Morte".
"Por que uma fábrica da morte? Porque produz veneno de forma assustadora, agrotóxicos, herbicidas, como por exemplo, o Tordon, recomendado para o controle em pastagens e para a erradicação de touças de eucalipto na reforma de áreas florestais. Apesar de ter sido banido na comunidade européia ele continua circulando em território brasileiro. Isto é veneno, e veneno mata, se a fábrica produz algo que mata é uma fábrica da morte" afirmou a integrante do MST.
No local, o movimento conta com o apoio de um carro de som para expor as opiniões e cantar músicas voltadas ao movimento. Alguns lugares na fachada da empresa foram pichados.
Uma viatura da Polícia Militar está no local para evitar qualquer ocorrência de violência.
Produção de Agrotóxicos
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Movimento para os veículos de comunicação, realizada pela Universidade de Brasília, desde 2009 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Conforme informações repassadas por eles, 30% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são impróprios para consumo por causa da contaminação por agrotóxicos.
Ainda de acordo com a pesquisa, cada brasileiro/a consome em média 7,2 litros de agrotóxicos por ano. Essa enorme quantidade de veneno ingerido é um dos grandes responsáveis pelo aumento de pessoas com câncer no país.
Em Mato Grosso, cada pessoa consome em média 40 litros de agrotóxicos por ano.