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Vereadores sepultam mais uma tentativa de investigar travessia urbana

A decisão foi tomada na tarde de segunda-feira, 15, após o proponente da criação da Comissão, Carlos Vanzeli ser demovido da ideia

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16 de Julho de 2013, 08h23

Vereadores sepultam mais uma tentativa de investigar travessia urbana
Vereadores sepultam mais uma tentativa de investigar travessia urbana

A nova tentativa de abrir uma CEI para investigar as irregularidades existentes na obra da travessia urbana fracassou, pois seu proponente 'desistiu' da ideia - Foto Marcos Magalhães/GazetaMT Não foi dessa vez. Os nobres vereadores rondonopolitanos sepultaram mais uma tentativa de abrir uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para investigar as irregularidades existentes na obra de duplicação da travessia urbana das BR´s 163/364. A decisão foi tomada na tarde de segunda-feira, 15, após o proponente da criação da Comissão, o vereador Carlos Vanzeli (PDT) ser demovido da ideia pelos seus pares.

Ele usou sua página em uma rede social na internet para justificar a desistência e argumentou que seria necessário 'dispêndio enorme de dinheiro' por parte da Câmara para tocar as investigações, já que o Legislativo teria que contratar uma empresa para auditar a obra já executada.

Vanzeli também usou o argumento de que a CEI não teria poderes para pedir a quebra de sigilo bancário de pessoas e políticos envolvidos, não poderia convocar o prefeito e secretários à prestar esclarecimentos e nem reabrir contas da prefeitura já aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

"Aliás, outros organismos como o Tribunal de Contas da União, O Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União tem mecanismos e orçamentos mais adequados à investigação, e já o estão fazendo. Afinal, resolveu o prefeito rescindir o convênio com o DNIT, devolvendo-lhe a execução da obra. Assim, a fiscalização sai da competência legislativa municipal", afirmou.

Apesar da obscuridade que cerca a obra e os pagamentos efetuados pela prefeitura em gestões anteriores, que pagaram por serviços não executados e serviços executados não previstos no contrato, o vereador ironicamente defende sua posição afirmando que com isso o Legislativo age com 'responsabilidade'. "Agindo assim, não duvido de que a Câmara age com responsabilidade em sua atuação fiscalizaríeis e evita de levar a efeito inquérito que resulte em gasto de recurso público somente para obter informações que já estão disponíveis", escreveu.

A obra da travessia urbana, orçada em mais de R$ 54 milhões, foi iniciada ainda em 2009 e é custeada com recursos federais com contrapartida da prefeitura. Desse total, mais de R$ 30 milhões já foram pagos e nenhum trecho da obra está efetivamente pronta e o Dnit condenou a maior parte da obra já concluída.

Ainda na legislatura passada, os vereadores tentaram abrir uma CEI para investigar as irregularidades na obra, mas a tentativa foi abafada também sob a argumentação de que órgãos como TCU e MPF já estariam investigando a obra.

Agora, os vereadores novamente recuam e a população mais uma vez fica sem saber o destino dos milhões em dinheiro público que já foram pagos pela obra, que continua longe de ser concluída, para o transtorno da população.