PAI JÁ HAVIA DENUNCIADO CRIME
Madrasta confessa ter espancado enteado de 3 anos que morreu no interior; suspeitas são indiciadas
As duas suspeitas foram autuadas por tortura qualificada que resultou na morte da criança.
28 de Novembro de 2019, 07h20

A Polícia Judiciária Civil (PJC) autuou em flagrante na quarta-feira (27), mãe e madrasta identificadas como Luana Marques Fernandes, de 25 anos e Fabíola Pinheiro Bracelar, de 22 anos pelo crime de tortura qualificada que resultou na morte do menino Davi Gustavo Marques de Souza, de 3 anos, no município de Nova Marilândia.
O menino foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade, pela companheira da mãe na noite de terça-feira (26), aparentemente sem vida e com vários hematomas pelo corpo.
Assim que deixou a criança Fabíola foi embora. Os médicos constataram a morte de Davi e diante da suspeita de crimes de maus-tratos acionaram a Polícia Militar, que prenderam a mãe e sua convivente.
De acordo com a PJC, um laudo preliminar apontou como causa da morte espancamento e esmagamento, uma vez que além das lesões externas, foram identificados no menino vários pontos de hemorragia interna na região do abdômen.
As investigações conduzidas pelo delegado Marcelo Henrique Maidame, apontaram que a criança vinha sofrendo maus-tratos por parte da mãe e da madrasta.
Em depoimento à polícia, Fabíola Pinheiro acabou confessando que agredia constantemente Davi, mas afirmou que a intenção era apenas de corrigi-lo pelo fato de ele ser muito arteiro e desobediente.
Já a mãe do menino negou o crime e disse que estava no trabalho, quando a criança foi espancada e morta.
Para o delegado, apesar de ter afirmado não ter agredido a criança, e mãe era conivente com as agressões infligidas pela madrasta de Davi.
“É um caso de grande repercussão, ficando claro o envolvimento das duas suspeitas, Fabíola que confessou o crime e Luana que era, no mínimo, conivente com a situação sofrida pelo filho”, disse o delegado.
As duas suspeitas foram autuadas e estão presas em uma unidade prisional feminina, na cidade de Nortelândia.
Elas devem ser encaminhadas nesta quinta-feira (28), para Arenápolis, onde passarão por audiência de custódia.
Pai denunciou agressões
Gustavo de Souza, pai do menino de 3 anos contou que já havia procurado a polícia e registrado um boletim de ocorrência denunciando Luana e Fabíola pelo crime de maus-tratos, em Nova Mutum.
Segundo Evelin Marques, esposa do pai de Davi, eles chegaram a procurar o Conselho Tutelar da cidade onde moram para denunciar o crime, mas foram informados que nada poderia ser feito e que eles teriam que ir até Nova Marilândia, onde a criança morava com as suspeitas.
As investigações apontaram que Davi chegou a ter o fêmur quebrado quando foi empresando no portão da casa por Fabíola. Nesta época, o pai da criança o levou para fazer um tratamento mais adequado na Capital.
No período em que ficou sob a guarda do pai, foram descobertos diversos hematomas e marcas de mordida no corpo da criança. Gustavo chegou a ingressar com um pedido na Justiça pedindo a guarda do filho, mas sem sucesso.
