PARALISAÇÃO
Um dia após servidores da Prefeitura, terceirizados da Coder se mobilizam em protesto
Reinvindicação é por pagamento de salários em atraso. Nova diretoria pede calma e prazo para quitação dos débitos
10 de Abril de 2018, 08h21
Profissionais terceirizados da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis -Coder, organizaram um novo protesto em frente à prefeitura cobrando os repasses dos salários em atraso. A categoria paralisou os serviços. São pouco mais de 20 profissionais.
Os terceirizados da Coder são responsáveis por serviços de rua, como manutenção e operação tapa-buraco. Segundo o movimento há quase quatro meses os salários não são pagos. "Já conversamos, fizemos reuniões. A cada encontro nos pedem um prazo para o pagamento, mas, chega no dia e o prazo não é cumprido. A situação agora chegou a este ponto. Tivemos que paralisar", explicou à reportagem um porta-voz do movimento.
Pelas contas dos terceirizados, os vencimentos, somados no período, estão em torno dos R$190 mil. "Somos 90% da Coder e precisamos receber os salários", segue a fonte. Nos números da nova diretoria, porém, a conta é outra.
Outros números
Em conversa com a reportagem, o atual presidente da Coder, Sérgio Roberto Guimarães Silva, afirma que o tempo de atraso é metade do exposto pelo movimento: 2 meses. "Os salários estavam atrasados há cerca de 8 meses quando assumimos. Baixamos para 2. É um contrassenso", diz em referência à paralisação.
Silva e a nova diretoria assumiram os cargos em março deste ano. "Desde que pegamos a gestão, conversamos com os servidores, estamos buscando quitar os débitos. O que nós pedimos é colaboração. Estamos aos poucos regularizando".
Ainda segundo o presidente, havia um acordo de pagamento dos salários no próximo dia 20. "Com o tempo bom, os serviços podem ser acelerados, isso gera mais receita e, consequentemente, recurso para o pagamento dos salários destes servidores", finaliza Silva.
Prefeito reconhece dificuldade
Em janeiro deste ano, em entrevista exclusiva ao GazetaMT, o prefeito José Carlos do Pátio reconheceu a situação calamitosa enfrentada pela prestadora de serviço. "A Coder não está bem, pagamos mais de R$ 5 milhões em dívidas da empresa para manter a certidão, mas ela ainda tem problemas. Tem que ser realista. A Coder é algo que precisamos realmente focar. Ela perdeu a capacidade de giro de capital, teve que usar dinheiro para pagar as certidões atrasadas e isso poderia impedir a realização de obras. Ela Tem tanto interesse público quanto social, tem que olhar com carinho", disse à época.