polêmico

Fulô se irrita com Mohamed por conta de projeto que permite venda de patrimônio público

O pano de fundo da discussão foi o polêmico projeto de Emenda Supressiva ao parágrafo 5º do artigo 148 da Lei Orgânica do Município

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26 de Novembro de 2012, 18h00

Fulô se irrita com Mohamed por conta de projeto que permite venda de patrimônio público
Fulô se irrita com Mohamed por conta de projeto que permite venda de patrimônio público

O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), mais uma vez se irritou com o seu colega de vereança Mohamed Zaher (PSD). O pano de fundo da discussão foi o polêmico projeto de Emenda Supressiva ao parágrafo 5º do artigo 148 da Lei Orgânica do Município, que proíbe a venda e alienação de patrimônio público por prefeitos em final de mandato.

Após ser aprovado em primeira votação e um pedido de vistas de Zaher, o projeto de autoria do Legislativo voltaria à votação nesse segunda-feira, 26, quando foi convocada uma Sessão Extraordinária da Câmara específica para apreciar o projeto.

Mohamed leu na Tribuna pareceres jurídicos dos procuradores da Câmara e da prefeitura, que consideravam o momento inoportuno para debater o projeto e que o mesmo fere os princípios constitucionais da moralidade na administração pública, o que irritou seu colega Fulô, que apesar de jurar ser bom amigo de Zaher, já foi protagonista de brigas célebres com o mesmo no Plenário da Casa de Leis.

"Mais uma vez o Mohamed tenta desmoralizar nós todos", disparou Fulô, que além de líder do prefeito Ananias Filho (PR) é um dos maiores defensores da aprovação do projeto, que segundo ele, serviria para que o prefeito honrasse compromissos assumidos anteriormente, como a regularização da aquisição da área onde fica o Distrito Industrial da Vila Operária e da área onde está localizado o assentamento Alfredo de Castro.

Visivelmente irritado, Fulô se mostrou inconformado com a situação de desconforto gerado pela situação. "Nós não merecemos isso. Tudo o que fazemos aqui é de boa-fé, é para ajudar a administração... Já ajudei vários administradores e não vai ser o Ananias, que é meu amigo de infância, que eu vou prejudicar", disse.

Como que esquecendo que a função de legislador exige o respeito pelas Leis do País e, óbvio, do Município, o líder do prefeito ainda tentou desqualificar os procuradores jurídicos, que aconselharam os vereadores a não assumirem o ônus de aprovarem o polêmico projeto. "Porcurador não tem que mandar parecer para cá não", disse o enfurecido vereador.

Diante da flagrante ilegalidade do projeto e do eminente desgaste político, os vereadores decidiram abortar a sua votação e retiraram o projeto da pauta. Agora, eles vão se reunir com o prefeito e sugerir que o projeto seja enviado pelo Executivo e que também fique definido no mesmo quais os bens permutados e quais seriam entregues como forma de pagamento de dívidas.