PR ainda sem rumo
“Não vou disputar com Nininho, o nosso nível intelectual é diferente”, diz Ananias
Segundo Ananias, ele não tem nenhuma preocupação em não ter apoio dentro do PR
25 de Abril de 2012, 19h14
Apesar de negar que haja disputas internas no PR em Rondonópolis, o presidente da Câmara Municipal, vereador Ananias Filho (PR) que está entre os três pré-candidatos da sigla para disputar a Prefeitura, dispara contra o deputado Estadual, Otonir Bortolini, Nininho, que também é pré-candidato pelo PR em Rondonópolis. Segundo Ananias, ele não tem nenhuma preocupação em não ter apoio dentro do partido e citou que vem mantendo contato constante com o deputado Federal, Wellington Fagundes (PR).
Contudo, tanto Wellington e outros políticos já declararam apoio ao nome de Nininho para concorrer à Prefeitura, mesmo assim, a situação da sigla é bastante indefinida. O PR marcou data e entrevista coletiva para divulgar o nome do candidato e recuou diante da cassação do prefeito Zé Carlos do Pátio e da vice-prefeita Marilia Salles, já que Ananias, como presidente da Câmara, poderá assumir o cargo no poder executivo provisoriamente a qualquer momento.
O recuo do PR no anúncio do nome do candidato a Prefeitura é apontado pelo vereador como o principal exemplo do apoio que possui dentro do partido. "Se eu não tivesse apoio, o nome já teria sido definido", ressaltou.
Quanto às disputas internas dentro do partido Ananias foi bastante enfático e declarou que não tem nada contra Nininho e o deputado Estadual Sebastião Rezende, que também é pré-candidato. "Para quê que eu vou entrar em uma disputa com um deputado estadual de Itiquira", atacou.
Situação delicada
Além da disputa interna dentro do PR, o vereador Ananias Filho pode ficar em uma situação bastante delicada caso assuma por um único dia que seja o cargo de Prefeito de Rondonópolis. Essa condição impede que o presidente da Câmara seja candidato a vereador nestas eleições. "Somente poderia ser candidato à Prefeito ou vice, ou ainda esperar 2014", destacou.
Uma das alternativas para evitar essa situação seria o vereador deixar a presidência da Câmara, o que ele definiu como "possibilidade inexistente". "Se eu fizer isto terminaria como um covarde, isso sim seria uma grande derrota", concluiu Ananias.