que fazer?
Prefeitura e Câmara realizarão audiência para decidir futuro de obra da Travessia Urbana
A discussão foi proposta pelo prefeito Percival Muniz, que busca embasamento e apoio popular para sua ideia de entregar a obra para o Dnit
05 de Julho de 2013, 10h00
O destino da polêmica e demorada obra da duplicação da travessia urbana das BR´s 163/364 deverá ser selado em uma Audiência Pública convocada em conjunto pela prefeitura e Câmara. A discussão foi proposta pelo prefeito Percival Muniz (PPS), que busca embasamento e apoio popular para sua ideia de entregar a obra para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), que é órgão financiador da mesma.
O prefeito declarou recentemente, via rede social, a sua preocupação com o encaminhamento que deve dar à questão da obra orçada em mais de R$ 54 milhões, dos quais cerca de R$ 30 milhões já foram pagos.
O dilema do prefeito consiste em que existem obras complementares, que não estavam previstas nos projetos originais, que foram pagas por seus antecessores e não foram aceitas pelo Dnit. Os valores que teriam sido pagos 'a mais' chegariam a mais de R$ 4 milhões. Dessa forma, Percival teria que responsabilizar civilmente os ex-prefeitos que o antecederam, sob pena de tornar o Município inapto para assinar convênios com o Governo Federal.
Por outro lado, se for 'tocar' a obra e entregá-la para a população, ele quer o redimensionamento do material utilizado no asfaltamento das rodovias, aumentando a sua espessura, o que geraria um acréscimo ao valor inicial do projeto.
Acontece que o convênio da obra está com o prazo de validade vencido e o projeto da obra precisa passar por uma revisão, a liberação de novos recursos demandaria alguns meses, coisa preciosa para um prefeito que quer mostrar serviço com volume e qualidade.
"Até conseguir aprovação, recursos e licitação, vão mais uns 3 meses. Aí começam as chuvas, mais uns 4 meses. Significa que teremos mais um ano ! O que fazer? Não renovar o convênio, devolver o restante dos recursos e acionar os ex-prefeitos para pagarem o que foi pago de obras complementares que não constavam no convênio original ou renovar o convênio com a revisão e suportar os desgastes da demora? Lavar as mãos ou enfrentar os desgaste com erros dos outros? Preciso de ajuda para tomar uma decisão!", clamou Percival.
Por seu lado, o vereador Aristóteles Cadidé (PDT), líder do prefeito na Câmara e cotado para assumir a secretaria de Governo, já demonstrou que defende a continuidade das obras sob a responsabilidade do Município. "O que nós queremos é tomar uma decisão definitiva sobre o caso. O que queremos é definir entre a continuidade das obras ou a devolução. Eu pessoalmente, defendo que o prefeito deve correr os riscos e continuar as obras, por que essa é a forma que menos prejudica a sociedade. De outra forma, o processo todo vai ser mais moroso e prejudicar ainda mais a sociedade, que já não aguenta tanto transtorno com essa obra", defendeu.
A Audiência Pública conjunta para decidir o futuro da travessia urbana acontecerá no próximo dia 11, quinta-feira, no auditório da prefeitura.