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Após arquivamento de CPI, grupo de Mariledi trabalha para construção de base aliada na Câmara

A administração deverá promover mudanças no secretariado e no quadro técnico da prefeitura

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09 de Dezembro de 2013, 08h45

Após arquivamento de CPI, grupo de Mariledi trabalha para construção de base aliada na Câmara
Após arquivamento de CPI, grupo de Mariledi trabalha para construção de base aliada na Câmara

Os vereadores da cidade vizinha de Pedra Preta votaram unanimemente pelo arquivamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar supostas irregularidades cometidas pela administração da prefeita Mariledi Coelho (PDT). Eles se reuniram em Sessão Extraordinária no início da noite do domingo, 8, e, diante de uma Câmara repleta de populares, os vereadores argumentaram a falta de elementos que comprovassem os desvios de conduta apontados na denúncia formulada por um morador da cidade, que acusava a prefeita de não prestar esclarecimentos para os vereadores a respeito da administração, principalmente na área da saúde, e de ter utilizado um trator da prefeitura para realizar serviços em uma área particular.

'Temos que procurar construir uma base aliada sólida de vereadores, estabelecendo com eles uma discussão de alto nível', afirmou o procurador Edno Damacena - Foto A TribunaDe acordo com o procurador jurídico da prefeitura, Edno Damacena, o grupo da prefeita já contava com o arquivamento do processo por falta de provas, mas ele se disse surpreso com a votação unânime que a proposta recebeu. "Nós já tínhamos a convicção de que seis vereadores (a maioria absoluta dos vereadores, já que a Câmara de Pedra Preta conta com onze parlamentares) não votariam pela cassação da prefeita, pois eles entendiam que não haviam elementos para justificar esse voto. Mas nós não esperávamos que todos votassem pelo arquivamento. O resultado foi bom para nós, mas serviu de alerta para a administração, que agora vai trabalhar para a construção de uma base aliada sólida na Câmara", afirmou.

Na avaliação do procurador, a administração deverá promover mudanças no secretariado e no quadro técnico da prefeitura, para evitar que ocorram novamente situações como a que resultaram na criação da CPI. "Nós temos que melhorar o nosso quadro técnico, para que as prestações de contas da prefeitura sejam sempre repassadas para os vereadores e para o Tribunal de Contas dentro dos prazos. E, como nosso relacionamento com a Câmara nunca foi bom, também temos que procurar construir uma base aliada sólida de vereadores, estabelecendo com eles uma discussão de alto nível, pautada nos interesses da cidade e não baseado na distribuição de cargos e dinheiro", completou.

A prefeita Mariledi Araujo Coelho Philippi foi eleita em 2012 com 3.844 votos, que representam quase 40% dos votos válidos do pleito. Apesar da votação consagradora, sua coligação elegeu apenas o vereador Sebastião Almeida Chagas (PV), que é aliado político do vice-prefeito Braulino Ferreira Rocha, que é tido pelo grupo da prefeita como um dos articuladores da CPI que investigou a prefeita.

A decisão de ter uma postura mais política com relação ao Legislativo pode significar um avanço na relação dos poderes e pode beneficiar em muito a população da pequena cidade, já que unidos, a classe política pode ajudar muitos mais a cidade, viabilizando projetos e recursos de infraestrutura do município. 

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