RONDONÓPOLIS

Crianças intolerantes a lactose estão sem receber leite especial

Mães de bebês entre 0 a 2 anos confirmaram que em fevereiro não houve repasse da Prefeitura. Sem condições de pagar elas tem pedido doação

por De Rondonópolis - Robson Morais

26 de Fevereiro de 2019, 15h01

Crianças intolerantes a lactose estão sem receber leite especial
Crianças intolerantes a lactose estão sem receber leite especial

Em Rondonópolis, bebês com alergia à proteína do Leite de vaca-APLV |(leite comum) não estão recebendo da Prefeitura a fórmula especial. Nesta semana o GazetaMT entrou em contato com algumas das mães de crianças com no máximo dois anos de idade. Algumas receberam o leite especial pela última vez em janeiro. Outras nem isso.

À reportagem, a mãe de um menino de oito meses diz que ganhou o direito a receber o leite especial em dezembro de 2018. Em fevereiro, porém, não recebeu nenhuma lata. "Meu filho faz uso do Neocate LCP e cada lata com 400g custa em torno R$ 240,00 em uma farmácia convencional. São mais ou menos duas latas por semana", conta.

Outras mães -pelo menos seis confirmadas à reportagem- estão em situação parecida. Sem o fornecimento gratuito nem condições financeiras para pagar pelo leite especial um grupo se organizou e sai em campanha pedindo doação para tentar arrecadar ao menos parte do leite não fornecido. A pedido, a reportagem não publicará os nomes reclamantes. Elas temem que a situação possa piorar após a repercussão do caso na mídia.

Além do Neocate LCP há crianças que fazem uso do Pregomin Pepit. Este, por sua vez, custa em torno de R$ 140 reais a lata com 400g em uma farmácia comum. Os pedidos para o recebimento mensal do leite especial são encaminhados via Defensoria Pública e a quantidade e o tipo de leite para cada criança são determinados pelo médico.

No último dia 20, as mães estiveram na Câmara dos Vereadores. Depois disso, "a secretária municipal de Saúde de Rondonópolis (Izalba Albuquerque) pediu um prazo de 25 a trinta dias para normalizar a situação", relata outra fonte. Segundo as mães, porém, tal prazo não significa efetivamente uma garantia.

Outro lado

A reportagem aguarda desde manhã um pronunciamento por parte da secretária Izalba Albuquerque ou responsável na Secretaria Municipal de Saúde. Perguntas referentes ao desabastecimento, previsão de normalização e contrato do município junto ao fornecedor foram enviadas, por intermédio da assessoria de imprensa do Poder Executivo.

Até o fechamento deste texto, não obtivemos resposta.