Saneamento
Acabar com falta de água e ampliar rede de esgoto são prioridades
Conclusão da ETA e perfuração de poços artesianos devem suprir com sobra a demanda por água tratada; rede de esgoto será quase triplicada.
29 de Abril de 2013, 00h20
A população de Rondonópolis precisará de um pouco mais de paciência, mas ainda neste semestre a falta de água estará superada e, até o final do ano, o número de residências atendidas com a rede de esgoto deve saltar dos atuais 26% para 86%. A previsão é do prefeito Percival Muniz que espera atingir essas metas com a conclusão de várias obras iniciadas nos últimos anos.
"O município está investindo nisso há oito anos e temos hoje 604 quilômetros de rede esgoto prontas, que ainda não foram conectadas devido a não conclusão de obras complementares nas elevatórias e na Estação de Tratamento. Em algumas regiões foram feitas ligações clandestinas, o que tem causado o mau cheiro. Mas isso vai acabar em breve", afirmou.
Conforme o prefeito dentro de duas semanas deverá ser inaugurado o coletor tronco do Canivete, permitindo a ligação regular das residências em toda a região - incluindo bairros como o Jardim Tropical e a Vila Mariana, que hoje sofrem com o mau cheiro causado pelas ligações clandestinas.
As outras obras também foram aceleradas e a expectativa é de que as metas sejam atendidas até dezembro de 2013.
"Hoje a rede de esgoto atende cerca de 50 mil pessoas, mesmo número que há dez anos atrás, quando governei a cidade. Até o final deste ano o serviço estará disponível para mais de 150 mil rondonopolitanos e, ainda em minha gestão, quero levar a rede de esgoto para 100% da população", antecipou.
Água
Já a regularização do abastecimento de água dependerá da conclusão de obras antigas e também de novos investimentos iniciados pela atual gestão. Hoje a cidade produz 740 litros de água tratada por segundo, insuficientes para atender a demanda que chega a 912 litros/segundo. Com isso, cerca de 40 mil pessoas ficam sem água em algum momento do dia - situação que piora nos bairros localizados em regiões mais altas da cidade.
Conforme Percival Muniz as ações em andamento vão garantir a solução do problema e deixarão a cidade com um excedente. O primeiro passo é a conclusão da obra da nova estação de tratamento, que garantirá mais 600 litros de água por segundo - suprindo com folga a demanda existente.
Além disso, a Prefeitura está perfurando um poço artesiano com recursos próprios na Vila Operária, onde há um problema de desnível que atinge principalmente as residências do Luzdayara, Vila Mariana, Planalto e bairros vizinhos. Também foi acertada uma parceria com o Ministério das Cidades para a perfuração de dois poços profundos com capacidade para produzir 120 litros de água por segundo.
"Vamos ter aí cerca de 1.500 litros por segundo, para um consumo em torno de mil litros por segundo. Voltaremos a ter água com abundância, como era quando eu governei antes a Prefeitura. A conta continuará sendo enviada, mas a água chegará antes ao cidadão", garante.
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