TIROTEIO NO ATACADÃO

GCCO investiga vigilante e envolvimento de membros do Comando Vermelho em roubo

A polícia suspeita de que pelo menos 10 pessoas estiveram envolvidas no crime.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

14 de Maio de 2019, 07h00

GCCO investiga vigilante e envolvimento de membros do Comando Vermelho em roubo
GCCO investiga vigilante e envolvimento de membros do Comando Vermelho em roubo

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) investiga o envolvimento da vigilante e de pelo menos nove criminosos, inclusive, membros da facção do Comando Vermelho, na tentativa de roubo ao carro-forte que ocorreu na semana passada no Atacadão, do bairro Tijucal, em Cuiabá.

O crime ocorreu na tarde de sexta-feira (10), onde pelo menos cinco criminosos armados invadiram o supermercado na intenção de roubar o dinheiro utilizado para abastecimento dos caixas eletrônicos. Na ocasião, três bandidos foram mortos pelos vigilantes e investigadores a Polícia Civil.

Os três mortos foram identificados como Luciaquino Quirino Serra de Paula, de 37 anos, Fábio Aparecido da Costa, de 26 anos e Dauan Felix da Silva.

As investigações do caso que vem sendo conduzidas pelo titular do GCCO, delegado Flávio Stringueta, apuram o possível envolvimento da vigilante da empresa Brinks, que aparece nas filmagens do crime, sendo agarrada por um dos bandidos.

No dia do ocorrido, a vigilante – que não teve sua identidade divulgada – chegou a ser entrevistada pelo delegado.

Isso ocorreu após a mulher de um dos criminosos mortos afirmar que ela estaria envolvida no crime. Segundo relatos, a vigilante teria passado todas as coordenadas sobre o abastecimento dos caixas.

As investigações ainda apontaram a suspeita levantada pelo condutor do carro-forte, que chegou a questionar a ação da colega de não ter atirado no bandido.

Em seu depoimento, a vigilante negou qualquer participação no crime. Ela ainda teria afirmar ao condutor do carro-forte, no dia do crime, que realizou sim disparo contra o bandido, mas que sua arma teria falhado.

No entanto, as análises periciais da arma da profissional deram negativo para tentativa de acionamento.  "A arma dela foi periciada e não há indícios de que ela tenha puxado o gatilho em nenhum momento", disse delegado.

O celular da vigilante e dos criminosos mortos estão apreendidos. A polícia aguarda uma decisão judicial para quebra no sigilo telefônico, para que os aparelhos possam ser devidamente analisados.

"Apesar dos indícios, preferimos agir com cautela. Poderíamos tê-la prendido em flagrante, mas preferimos a cautela", ressaltou delegado.

Integrantes do CV

O GCCO apurou que pelo menos 10 pessoas tiveram participação na tentativa de roubo. Inclusiva, as investigações apontam envolvimento de membros da facção na ação criminosa.

"Nós acreditamos que 10 pessoas participaram do crime. Inclusive, comandantes do Comando Vermelho de dentro dos presídios. Tudo isso está sendo investigado", destacou Stringueta.

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