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Lideranças aprovam decisão de devolver obras da travessia urbana para o Dnit
A decisão de romper o convênio com a autarquia federal foi tomada pelo prefeito Percival Muniz na noite de quinta, 11
12 de Julho de 2013, 14h40
A decisão do prefeito Percival Muniz (PPS) de entregar a obra de duplicação da travessia urbana das rodovias BR 163/364 de volta para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) foi bem aceita pela sociedade rondonopolitana. A decisão de romper o convênio com a autarquia federal responsável pelas rodovias foi tomada após o prefeito ouvir inúmeras opiniões durante a realização de uma audiência pública convocada para discutir o assunto e deverá ser oficializado nos próximos trinta dias.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (Acir), Luiz Fernando de Carvalho, o Luizão, que não participou da audiência por conta de problemas pessoais, a decisão tomada foi a esperada.
"A decisão do prefeito foi acertada e atendeu ao nosso anseio. Se o próprio Dnit diz que a pista está condenada, como ele iria entregar ela para nós, população? Por que assumir uma coisa que não vai servir para a cidade? Se tem que fazer alguma coisa, tem que fazer bem feito. Então, se tivermos que esperar mais um tempo, vamos esperar e cobrar um serviço bem feito", defendeu.
Já o líder comunitário Hélio Luz, presidente da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (Uramb), diz ter pouco conhecimento técnico a respeito da obra, mas lamentou a demora com que a obra é executada. "A prefeitura devolvendo ou não a obra, o imbróglio já está formado. O que a população quer é ver aquela obra concluída, mas nós queremos que se resolva as coisas da maneira correta, sem nenhum 'jeitinho' que prejudique a qualidade da obra. Mas eu concordo com o prefeito e espero que o Dnit reveja o projeto da obra", externou.
Hélio Luz defendeu também que o trecho já concluído seja refeito e cobrou uma posição por parte dos vereadores da cidade. "O certo é que se refizesse tanto o que já foi concluído quanto o projeto, para evitar novos erros. Mas a sociedade tem que fiscalizar mais, cobrar mais dos seus políticos que façam isso. Por que a Câmara não monta uma CPI para apurar os fatos? É muito rolo nessa obra e nos interessa saber melhor quem são os responsáveis por essa obra ficar parada tantos transtornos para a sociedade".
Por seu lado, o vice-presidente da Câmara, vereador Mauro Campos (PT) é outro que defendeu a medida adotada pelo prefeito e também se mostrou favorável à ideia da constituição de uma Comissão para apurar as possíveis irregularidades na execução da obra e nos pagamentos feitos à construtora Objetiva, contratada para executar a mesma.
"O prefeito, como gestor, está certo. Não há arrecadação suficiente nem para cuidar das ruas da cidade, como assumir uma obra como essa? Há muita falta de informação, os dados da prefeitura são contestados pela empreiteira. Enfim, eu sou a favor e assinaria um requerimento para a abertura de uma CPI para esclarecer à sociedade quem são os responsáveis por essa situação, quem cometeu essa irresponsabilidade com o dinheiro público", afirmou.
A Obra de duplicação da travessia urbana das BRs 163/364 teve início em 2009, ainda na gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio (PMDB). De lá para cá, a prefeitura repassou para a Objetiva um total de R$ 30.432.077,59. Acontece que a contabilidade do Dnit só reconhecem o pagamento de um montante final de R$ 25.779.037,59, indicando uma diferença de R$ 4.585.881,44 que foram pagos à mais. Além disso, um relatório do Dnit que condena a maior parte da obra concluída até agora.