TRAVESSIA URBANA
Mohamed diz que pagamento às consultoras contratadas pela Prefeitura e DNIT “foi para o ralo”
As empresas em questão são a Maia Melo e a Diefra. A primeira contratada pelo Dnit e a segunda pela prefeitura
02 de Maio de 2012, 18h11
O vereador Mohamed Zaher (PSD) afirmou nesta quarta-feira (2) que R$ 130 mil por mês estão sendo pagos para empresas de consultoria da obra da travessia urbana, BR-163/364, do trevo até a Polícia Rodoviária Federal, para não fazerem nada. A conclusão foi tirada depois da reunião realizada na segunda-feira (30) pelo Comitê Pró-Rodovia no auditório da Acir, onde ficou constatado que a travessia possui problemas técnicos que não permitem a execução da recuperação da base do asfalto da via antiga, como previa o contrato. O vereador defende que seja investigado o processo para saber de quem foi o erro. A obra deverá ter o projeto refeito nos próximos dias.
Para o vereador, há dinheiro público indo para o ralo. "Estamos tendo prejuízo sim, estamos pagando R$ 100 mil por mês para uma empresa de consultoria técnica contratada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes) e mais R$ 30 mil para uma empresa contratada pela prefeitura e ninguém viu que tinha problema. Então estamos pagando R$ 130 mil para duas empresas darem parecer técnico e fiscalizarem uma obra de pouco mais de 13 quilômetros, e o serviço não está sendo prestado", criticou. As empresas em questão são a Maia Melo Engenharia Ltda e a Diefra Engenharia e Consultoria Ltda. A primeira contratada pelo Dnit e a segunda pela prefeitura. "Pelas minhas contas são mais de R$ 2 mi".
O vereador já havia solicitado durante a reunião do comitê, que sejam tomadas providências, tanto para a prefeitura quanto para o Dnit, diante da ineficiência dos serviços contratados pelas empresas. O superintendente do Dnit, Luiz Antônio Garcia, disse, na oportunidade, que será aberto processo administrativo contra a Melo Maia. Em relação à prefeitura não houve resposta.
Os problemas da travessia urbana vieram à tona no final da semana passada quando a prefeitura, responsável pela obra, apresentou relatórios sobre os problemas apresentados. Na reunião com o comitê, foi a vez do proprietário da empresa Objetiva Engenharia e Construções, Francisco de Sales, apresentar os números.
Segundo ele, a empresa recebeu R$ 27 milhões do poder público e executou pouco mais de 45% da obra. E acrescentou que há problemas no asfalto da pista nova, que será reparado pela própria construtora e que não há condições de executar o serviço previsto no contrato na pista antiga que seria recuperada. Ficou apurado que terá que ser feita nova sub-base e outra base para receber o asfalto. A construtora disse ter avisado a prefeitura sobre o problema apresentado no local. O trecho se refere a 1,5 quilômetros que estão pura poeira e buraco, causando danos a quem trafega pela estrada.
O vereador também comparou a obra de Rondonópolis a outras, inclusive no Norte de Mato Grosso, que não apresentaram problemas de execução. "Não sei o porquê só temos problemas aqui? Nos outros locais está tudo muito bem, tudo muito lindo. Aqui estamos esperando pela obra há quatro anos e quando finalmente começa, apresenta problemas de natureza técnica. Temos que apurar quem são os culpados pelo erro".
A empresa Diefra possui outros contratos com a Prefeitura Municipal de Rondonópolis, assim como, em várias outras prefeituras e também com o Estado. Além do consórcio em que ela participa ser vencedor de um lote de desapropriação da Secopa (Secretaria Especial da Copa).