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Canivete: Vereador nega estratégia para evitar lideranças comunitárias em visita relâmpago de Silval
Mauro Campos (PT) disse que agenda não previa a visita e anunciou novos investimentos; líder comunitário da região vê desrespeito.
17 de Agosto de 2013, 15h50

O vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, Mauro Campos (PT) negou ontem (16) que tenha havido uma ação deliberada para impedir que lideranças comunitárias acompanhassem a visita do governador Silval Barbosa às obras de canalização do córrego canivete. O governador esteve no local por poucos minutos e não manteve contato com os representantes da Comissão Pró-Canivete, criada para cobrar a realização da obra.
"A Comissão das lideranças comunitárias não foi convidada porque (a visita) não estava programada. A ida dele (Silval) lá foi definida em cima da hora. Não acredito que tenha sido uma estratégia", afirmou o vereador. Mauro também mora na região e, apesar de integrar a comissão, esteve na comitiva por conta de sua função legislativa.
Em entrevista ao site GazetaMT, Mauro Campos informou que o governador queria apenas dar uma olhada de perto para verificar o andamento da obra. Informado sobre a reivindicação dos moradores para que sejam construídas travessias ligando os dois lados do canal, Silval se comprometeu a atender o pedido.
"Ele disse que há um recurso sobrando, no valor de três milhões, que deverá ser usado para construir as travessias", revelou Mauro Campos. "Esperamos o comprometimento, que ele não deixe a obra parar", concluiu.

A canalização dos 2,7 quilômetros de extensão do córrego está sendo feita pela empresa Ensercon Engenharia. Segundo as informações oficiais, 30% da obra já foi realizada e a conclusão deve ocorrer até maio de 2015.
Revolta
A Comissão Pró-Canivete é composta por presidentes de associações de moradores da região afetada pelos transbordamentos do córrego Canivete. Um deles é Luiz Eduardo Ferreira Farias, da associação do Jardim Santa Clara/Cascalhinho. Ele disse que só ficou sabendo da visitaneste sábado (17) e considerou o fato um desrespeito às lideranças comunitárias.
"Como é que um governador vem a uma cidade como Rondonópolis e define agenda em cima da hora? Não dá para acreditar numa coisa dessa, é conversa furada. Isso é sinal de desrespeito e prova de que vem mais enganação por aí".
Luiz Eduardo disse ainda que a comunidade esta cansada de ser 'enrolada'. Ele não acredita que a obra será concluída pelo governador Silval Barbosa, por causa da lentidão do serviço.
"O governador veio para se promover, mas o ritmo da obra continua lento. Não vai terminar por agora e a comunidade é que vai sentir o efeito da 'maquiagem' quando as chuvas começarem. A água vai ganhar pressão e estourar mais abaixo, onde o córrego ainda não foi canalizado. O povo novamente vai sofrer a consequência", diz ele, prevendo um agravamento em relação às inundações registradas nos anos anteriores.
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