7 de Nov. de 2017 às 15:08

Medeiros cobra solução de problemas com infraestrutura e agências reguladoras em MT

Senador citou, como exemplo, a descontinuidade do projeto de duplicação da BR-163

Gazeta MT

Em pronunciamento, nesta quarta-feira (1), o senador José Medeiros (Pode-MT) cobrou solução por parte de órgãos federais para problemas de infraestrutura de transportes que tem causado graves transtornos à população de Mato Grosso. Também criticou as agências reguladoras com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Quase todos os meus pronunciamentos têm sido no sentido de cobrar a duplicação da BR-163. A duplicação dessa rodovia já foi anunciada há bastante tempo, mas, devido à confusão que gerou por causa da Operação Lava Jato, os mato-grossenses estão sem a sua rodovia", afirmou.

José Medeiros citou, como exemplo, a descontinuidade do projeto de duplicação da BR-163, lembrando que os usuários já estão inclusive pagando pedágio nessa rodovia. "Não é possível que o Mato Grosso, já tão alijado em termos de infraestrutura, tenha que pagar pedágio por infraestrutura que de fato não tem", reclamou. O senador lembrou que vem, constantemente, reiterando pedidos de providências ao Ministério dos Transportes e ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que deve financiar a duplicação. Ele observou que o projeto ficou parado depois das investigações da Operação Lava Jato.

 Serviços aéreos

De acordo com Medeiros, os serviços aéreos representam outra fonte de problemas, sem que nenhuma atitude seja tomada pela Anac. O senador afirmou que em Mato Grosso há um duplo transtorno: além do alto custo das tarifas, os serviços são precários. Disse que os cancelamentos de voos são frequentes, e somente no "último minuto" os passageiros são avisados. No caso de voos da empresa Passaredo, Medeiros afirmou que os cancelamentos já teriam virado "regra". A Passaredo faz a ligação de Brasília a Ribeirão Preto (SP) e, ao fim, ao município de Rondonópolis (PT).

Para o senador, as agências reguladoras defendem mais os prestadores de serviços do que os usuários. "Eu penso que o instrumento das agências no Brasil não tem dado certo. Elas têm sido muito mais defensoras dos prestadores de serviços do que dos usuários. Nós temos aí, a meu ver, uma situação em que os passageiros, de toda sorte, seja de ônibus, seja do transporte aéreo, não estão tendo os seus direitos resguardados. E aí posso citar, também, o caso de telefonia, que é constante", criticou.