29 de Out. de 2018 às 14:06

É hora de preparar o solo para a semeadura

A equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer-MT, escritório local de Campo Verde, alerta para alguns cuidados

Redação com assessoria Empaer/MT

Visita Técnica- Manejo da dessecação pré-semeadura em soja. (Foto: divulgação Empaer/MT)Hortaliças, milho e feijão são os destaques da colheita neste segundo semestre na região de Campo Verde (MT). Mas é tempo, principalmente, de preparar a terra para o plantio, devido à chegada das chuvas. A equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer-MT, escritório local de Campo Verde, alerta para alguns cuidados. Como, por exemplo, verificar se as informações da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) estão em dia, caso o agricultor familiar precise acessar alguma linha de crédito.

Outra recomendação é procurar um Extensionista antes de iniciar a semeadura, pois é o profissional quem irá avaliar a propriedade e dar todas as orientações técnicas para a escolha da cultura ideal para aquela localidade.  Entre os serviços prestados aos produtores rurais pela equipe técnica da Empaer, escritório local do município, está a interpretação de análise de solo e recomendação de adubos e corretivos e o manejo da dessecação pré-semeadura em soja e milho. 

A dessecação consiste na eliminação das culturas de cobertura e/ou de toda vegetação existente antes da semeadura das culturas, incluindo as plantas daninhas. Para tal, utilizam-se herbicidas de ação sistêmica ou de contato, mas geralmente de ação total sobre as plantas.

Foi com essa proposta de apresentar opções de herbicidas eficientes no manejo da dessecação pré-semeadura em soja e milho em propriedades rurais que fazem uso dos serviços de Ater, do governo do Estado (Assistência Técnica e Extensão Rural) que no dia 01 de outubro de 2018, a equipe da Empaer visitou o Sítio Ebenezer, propriedade de Juvelino Koalben e Vasti Koalben, e o sítio Santo Antônio dos produtores Roberto Roseghini e Cleonice Roseghini (Unidade de Referência Tecnológica de Produção de Leite), ambos na comunidade Tradicional Agrovila João Ponce de Arruda.Manejo da dessecação pré-semeadura em milho, Sitio Santo Antônio. (Foto: divulgação Empaer/MT)

No Sítio Ebenezer a visita técnica teve como objetivo o manejo da dessecação pré-semeadura em soja. Como a área foi cultivada com milho safrinha e existem plantas daninhas de difícil controle, como capim amargoso (Digitaria insularis), corda de viola (Ipomoea spp), Trapoeraba (Commelina spp), entre outras, foram adotadas estratégias específicas para controle dessas. Devido ao estádio avançado de desenvolvimento em que essas espécies daninhas se encontram, a realização da dessecação próxima a semeadura pode dificultar a ação do herbicida, pois a semeadora pode danificar as plantas. Dessa forma, essas espécies devem ser controladas durante a estação de crescimento ou com antecedência suficiente à semeadura da soja, de forma a obter controle eficiente das mesmas.

No Sítio Santo Antônio a visita técnica teve como objetivo o manejo da dessecação pré-semeadura em milho. Como a área é destinada ao cultivo de milho silagem e há uma infestação muito alta de tiririca (Cyperys rotundus) a estratégia de dessecação adotada foi a sequencial que compreende a aplicação antecipada em relação à semeadura de herbicidas sistêmicos não seletivos, complementada com a aplicação de outro herbicida de contato, associado ou não com herbicidas residuais.

Como atualmente um dos herbicidas mais eficientes no controle de tiririca é o Clorimuron etílico e este não é seletivo para o milho.

A recomendação foi: Primeira Aplicação:  40 g ingrediente ativo (i.a.) por hectare de Clorimuron etílico - mais 750 g de Roundup Transorb + 0,5% de óleo mineral. Época de Aplicação: Após a primeira chuva. Segunda Aplicação: Aplicar 750 g de Roundup Transorb. Época de Aplicação: 60 dias após a primeira aplicação, intervalo recomendado para o milho - Volume de Aplicação: 150 litros Pressão de Trabalho: 30 a 50 Libras/pol2.   Tipo de ponta de pulverização: leque).

Na Imagem 03 podemos observar os sintomas em milho Segunda Safra semeados antes do intervalo mínimo recomendado. Para doses superiores a 40 g i.a/ha, dependendo do tipo de solo e condições climáticas, pode ser necessário intervalo maior. Sua persistência é maior em solos de pH elevado; em solos ácidos, degrada mais rapidamente. Dependendo das condições de campo podemos observar perdas de até 20% na produtividade do milho se semeado antes do intervalo mínimo.

Normalmente, este tipo de manejo é indicado para infestações elevadas, de plantas bem desenvolvidas ou de difícil controle. Neste método, a primeira aplicação possibilita eliminar a cobertura proporcionada pelas plantas de maior estatura, porém, de maneira geral não possibilita o controle daquela vegetação mais rasteira, protegida pela vegetação mais alta. Para o controle dessa vegetação ou mesmo de plantas oriundas de um novo fluxo de emergência, é realizada uma segunda aplicação de manejo. Essa aplicação possibilita a semeadura no limpo, imediatamente após a sua aplicação, e também complementa o controle propiciado pela primeira dessecação através da eliminação de eventuais rebrotes ou mesmo de plantas que escapam ao controle (Foto 04).

Importante destacar que o objetivo desta matéria não é avaliar a eficiência de herbicidas, indicar produtos ou direcionar a escolha, e sim, informar ao produtor de soja e milho de que o Governo do Estado de Mato Grosso, através da Empaer, oferece assistência técnica gratuita.