8 de Out. de 2019 às 07:55

Riva expõe o lado obscuro do TCE

Gazeta MT

As recentes declarações do ex-presidente da Assembleia, José Riva, sobre a sua tentativa de comprar uma vaga para sua esposa Janete Riva no Tribunal de Contas do Estado (TCE) confirmou mais uma vez o que a sociedade pasma já sabe há tempos: que o TCE é uma espécie de aposentadoria de luxo para políticos e muito pouco tem a ver com fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público por parte das prefeituras e outros órgãos públicos.

Riva, aquele famoso ex-deputado campeão brasileiro absoluto no número de processos judiciais, que está negociando uma delação premiada para reduzir as suas penas, tentou encaixar sua esposa no TCE, na vaga de seu ex-parceiro na Assembleia, Humberto Bosaipo, que teria lhe vendido a vaga por "alguns milhões", que chagaram a ser pagos, mas Janete não chegou a ocupar o cargo, apesar de ter tido o nome aprovado pelos deputados estaduais.

Já é notório que muitos dos cargos de conselheiros do TCE foram comprados, mas não deixa de ser assustador sabermos que os cargos de fiscais das despesas públicas serão pessoas que muitas das vezes usam dinheiro de corrupção, desviado dos cofres públicos, para comprar vagas na Corte de Contas. Mas com que tipo de objetivo? Porque esse cargo é tão valioso? Como pode alguém que faz uma coisa dessas se tornar conselheiro de um tribunal que fiscaliza contas e despesas públicas? Com que moral irá cobrar de algum gestor que use corretamente o dinheiro público? Ou seriam outros os objetivos dessas pessoas?

São muitas perguntas e uma só certeza: a maneira como são escolhidos os conselheiros do TCE, ao menos a parte que é indicada pelos deputados, precisa mudar urgentemente, pois é inadmissível o que ocorre atualmente, quando as raposas são escolhidas para tomarem conta do galinheiro.

Vamos acompanhar...