19 de Julho de 2017 às 09:47

Levantamento aponta parlamentares de MT réus em ações criminais no STF

Gazeta MT

Levantamento divulgado nesta semana pela revista Congresso em Foco aponta que três parlamentares de Mato Grosso respondem por acusações criminais no Supremo Tribunal Federal -STF. São eles: os senadores Wellington Fagundes -PR, Cidinho Santos -PR e o atual ministro da Agricultura Blairo Maggi -PP.

O primeiro, conforme o levantamento, responde a inquérito de 2006 (data em que se iniciou o trâmite). O parlamentar é investigado pelo crime de corrupção ativa, passivam peculato e lavagem ou ocultação de bens. A última tramitação do inquérito foi em 11 de março de 2015. De acordo com a assessoria de imprensa do Supremo, o processo foi enviado à Procuradoria Geral da República -PGR para novas apurações e ainda não retornou à Corte. As investigações contra o líder do PR no Senado correm em segredo de Justiça. "(...) o senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, aguarda a decisão pelo arquivamento do citado procedimento apuratório, visto que não se confirmou - como já era esperado desde o início - qualquer envolvimento de sua parte na questão investigada. Como integrante da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento do Judiciário, lamenta que situações como essa - em que não há absolutamente qualquer suposta prática criminosa - perdurem tanto tempo para um desfecho, causando prejuízos à imagem parlamentar", disse à Congresso em Foco, em nota, a assessoria do republicano.

Cidinho é réu na ação penal 991, por crime de responsabilidade e crimes da lei de licitação. O relator do processo, de autoria do Ministério Público Federal -MPF, é o ministro Edson Fachin.

Em 2016, quando assumiu cadeira no Senado, reportagem de Leandro Prazeres para a edição online da Folha de São Paulo lembrou, ainda, que o parlamentar responde a quatro ações civis decorrentes do caso conhecido como Máfia das Sanguessugas. Santos chegou a ser condenado pela Justiça Federal de Mato Grosso, mas recorreu da decisão. O caso não foi remetido ao STF. Cidinho Santos nega participação no esquema que consistia na venda de ambulâncias superfaturadas, conforme constatou na época a Polícia Federal.

Blairo Maggi tem acusação mais recente. Seu nome consta no chamado "listão" da Odebrecht. O ministro é alvo no inquérito 4447, suspeito de ter recebido montante de R412 milhões para o financiamento de sua campanha ao governo do Estado em 2006.  "1. Não recebi doações da Odebrecht para minhas campanhas eleitorais. 2. Não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou os seus dirigentes e nem autorizei quem quer que seja a fazer qualquer tipo de pedido em meu nome. 3. Estou aguardando com serenidade o andamento das investigações, tendo plena convicção de que minha inocência será demonstrada ainda durante o inquérito. 4. Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado", rebateu o ministro em nota.