15 de Julho de 2019 às 07:48

Cassada há mais de três meses, Selma continua no cargo

Gazeta MT

Com o mandato de senadora cassado há mais de três meses, a ex-juíza Selma Arruda (PSL) continua firme e forte à frente do mandato parlamentar. Acusada de ter cometido o crime de Caixa 2, tendo gasto mais de R$ 1,2 milhão de forma irregular em sua pré-campanha eleitoral, ela teve o seu diploma de senadora expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) desde abril, mas tem se sustentado no cargo por conta pedidos de embargos, que impedem que o processo suba para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve dar a sentença definitiva, situação que deixa a cabeça de cidadão comum bastante confusa.

Como explicar para o cidadão comum que uma pessoa que tenha cometido crime eleitoral, tenha respondido processo, onde foram apresentados como provas cheques assinados pela própria ex-juíza, ter sido condenada à perda do mandato e ainda assim poder continuar à frente o mandato, usufruindo todas as benesses financeiras e políticas do cargo pago com dinheiro público, e ainda fazer discursos moralistas como se fosse a mais pura das almas sob a Terra?

Não cala na mente do cidadão a dúvida sobre se essa demora da Justiça em alguns casos teria algum tipo de motivação política ou de outro tipo, ou se se trata só de morosidade mesmo, visto ser tão conveniente em alguns casos.  

Não se trata de querer negar o direito de defesa da ainda senadora, mas à bem da Justiça, seria muito interessante se ela se defendesse fora do mandato e às suas próprias expensas, como forma de dar um ar de credibilidade para a nossa combalida Justiça. Afinal, a cassação é para valer ou é de mentirinha?