11 de Julho de 2019 às 10:30

Contrariado com direção regional, Reginaldo deve deixar Cidadania, ex-PPS

Ele ainda não definiu seu destino, mas diz ter recebido inúmeros convites para se filiar a outros partidos

DENILSON PAREDES

O vereador Reginaldo Santos, hoje filiado ao partido Cidadania, antigo PPS, se diz contrariado com a direção estadual do partido, presidido pelo ex-secretário na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), e deve deixar a sigla. Ele ainda não definiu seu destino, mas diz ter recebido inúmeros convites para se filiar a outros partidos e diz que vai optar pela sigla que lhe der o maior suporte para o seu projeto político de se reeleger vereador em 2020.

Presidido em nível municipal pelo vice-prefeito de Rondonópolis Ubaldo Barros, com que Reginaldo diz ter uma boa relação e a quem ele diz respeitar muito, o Cidadania, que por muitos anos abrigou o grupo político do ex-prefeito Percival Muniz quando ainda se chamava PPS, está dividido na cidade, já que tanto Ubaldo quanto Marrafon não fizeram questão nenhuma de estabelecer uma boa relação com os antigos filiados da sigla, que incluem o próprio vereador.

Se sentindo excluído e sem perspectiva de receber qualquer apoio para seu projeto de reeleição, Reginaldo Santos agora deve deixar o partido onde militou por muitos anos e se filiar em breve à uma nova sigla partidária. "O Ubaldo é uma pessoa que eu respeito muito. É empresário, professor universitário, uma pessoa que fez muito pela cultura e pelo esporte amador da cidade. Ele é bem-vindo ao Cidadania. O meu problema é com a direção regional do partido, que nunca teve respeito e consideração com as pessoas que construíram o PPS em Rondonópolis. Ele sempre quis atropelar e desmereceu, atropelou essas pessoas. Faltou diálogo da parte deles. Hoje, a minha vontade, o meu desejo, é não ficar no Cidadania e devo sair em breve", anunciou.

Sobre seu futuro, ele diz ter recebido vários convites para se filiar a outras siglas, como o DEM, PDT, MDB e até para se aliar ao prefeito José Carlos do Pátio (SD), que além do seu próprio partido, também dá as cartas no PTB. No entanto, a decisão definitiva só deve ser anunciada mais para frente, já que analisa qual força lhe dará mais respaldo para seu projeto político. "Eu passei muito tempo fazendo política para o grupo e sempre esqueci de mim. Agora, faço uma autocrítica e devo escolher o partido que me ajude num projeto político meu mesmo. Ao longo da minha carreira política eu sempre fui muito ético e nunca fui de ficar mudando de partido, mas isso não foi benéfico para mim. Eu fui muito companheiro do grupo que seguia e não pensei em mim mesmo. Eu me atrofiei um pouco e preciso resgatar minha questão política", concluiu.