9 de Out. de 2018 às 07:50

Prevenção é essencial ao combate do câncer de mama

Gazeta MT

O Rastreamento do câncer de mama na população em geral tem como base a realização periódica do autoexame e a mamografia em mulheres assintomáticas, com o objetivo da detecção precoce da lesão.

Isso se justifica pelos números, quando se detecta tumores de tamanho pequeno e/ou milimétricos, a chance de cura se torna maior que 95%. Além disso, o tratamento cirúrgico é menos radical com grande possibilidade de preservação da mama e redução da necessidade de quimioterapia.

No Brasil a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASCO) recomendam iniciar o rastreamento aos 40 anos e continuar enquanto a mulher estiver viva, além disso, realizar ao menos uma mamografia por ano.

Em relação ao intervalo também no Brasil as mesmas sociedades acima mencionadas orientam realizar mamografia digital anualmente. Já que segundo estudo, realizado em forma de Metanalise pelo Independent UK Panel apontou uma redução na mortalidade pelo câncer de mama em até 20%.

Outra dúvida muito frequente na realização dos exames preventivos seria qual a melhor opção, mamografia digital ou a convencional. Sobre este debate os estudos randomizados não fizeram esta comparação e, portanto, esta pergunta permanece sem resposta certa. Porem, como os estudos de rastreamento foram conduzidos com mamografia digital e este tem a melhor resolução de contraste, o que aumenta o desempenho principalmente em mamas densas, é hoje o método preferido pelos especialistas.

Além disso, ainda existem dúvidas sobre o papel do Ultrassom e da Ressonância magnética de mamas na prevenção de câncer de mama na população. Esses métodos não substituem a mamografia digital para fins de rastreamento populacional, pois não conseguem detectar lesões milimétricas na forma de microcalcificações que e uma forma muito precoce de manifestação do câncer de mama e, portanto não deve ser usado como método de rastreamento populacional.

Porém, devido à sensibilidade de apenas 75% da mamografia em rastreamentos e principalmente em população jovem com mamas densas, a mamografia tem redução da acurácia e a complementação com a realização de ultrassom e ressonância tem sua importância em detectar tumores não visualizados pela mamografia.

Devido à inexistência de dados sobre o efeito na mortalidade por câncer de mama com uso adicional da ressonância e ultrassom de mamas no rastreamento da população, estes métodos complementares não são recomendados no rastreamento da população em geral por nenhuma sociedade medica. A ressonância e o Ultrassom de mamas são considerados apenas exames complementares neste grupo da população em geral.

Em um grupo especial de mulheres de alto risco como em portadoras de mutação de gene, Mulheres com histórico familiar, pessoas que receberam radioterapia torácica entre idades 10-30 anos (tratamento de linfoma) e Portadores de síndromes genéticas a ressonância magnética da mama esta indicada junto com a mamografia digital no rastreamento.

Lembre-se que fazer prevenção anual a partir dos 40 anos e um ato do maior amor do mundo, que é primeiramente amar a si mesmo.

Dr. Pedro Fontes é Mastologia e Cirurgião Oncológico e atende na Vida Diagnóstico e Saúde

 

AVISO: As opiniões aqui apresentadas não correspondem com a opinião editorial deste veículo.