21 de Jan. de 2019 às 15:32

Entre 2013 e 2017, investimentos municipais em Saúde saltaram em Rondonópolis

Dados publicados pelo Conselho Federal de Medicina mostram elevação gradativa da aplicação de recursos públicos

De Rondonópolis - Robson Morais

Entre 2013 e 2017, os investimentos públicos municipais em Saúde saltaram de R$445,14 para R$559, 50 em Rondonópolis. O levantamento foi divulgado hoje, 21, pelo Conselho Federal de Medicina -CFM e traz a média per capita, ou seja, o valor dividido por habitantes.

La lista, Rondonópolis aparece com população total de 222. 136 habitantes. Na ordem dos investimentos em Saúde (per capita) estão listados os anos: 2013 - 445,14 / 2014 -455,27/ 2015 -481,05/ 2016-560,05/ 2017- 559,50.   

Ainda segundo o documento oficial, Rondonópolis se mantém à frente de municípios mais populosos. Quase três mil cidades apuradas investiram menos de R$403,37 em média. A análise mostra que esse foi o valor médio aplicado por gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde -Siops.

De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão - quase o dobro da média nacional identificada.

Na capital Cuiabá, com quase 600 mil habitantes (número até 2017), os investimentos contabilizados em 2017 somaram R$590.118/habitante.

Ranking nacional

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.

Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.