Outro lado

Josemar nega prejuízos no Impro, convoca assembléia e diz que presidente do Sispmur faz 'jogo sujo'

Diretor executivo do Impro atribuiu denúncias feitas pelo presidente do Sispmur à uma tentativa de manipular eleição no Serv Saúde

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18 de Novembro de 2014, 17h07

Josemar nega prejuízos no Impro, convoca assembléia e diz que presidente do Sispmur faz 'jogo sujo'
Josemar nega prejuízos no Impro, convoca assembléia e diz que presidente do Sispmur faz 'jogo sujo'

Josemar Ramiro, do Impro, disse estar tranquilo e prepara prestação de contasO diretor executivo do Instituto Municipal de Previdência (Impro), Josemar Ramiro, rebateu hoje as acusações feitas pelo direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais acerca dos investimentos feitos pelo instituto. Ele negou qualquer irregularidade e atribuiu as denúncias à uma tentativa de manipular os servidores municipais, visando influenciar o processo de eleição da nova diretoria do Serv Saúde .

"Isso é mais um capítulo pré-eleição. Ao invés de discutir o processo eleitoral do ServSaúde, eles (o Sispmur) estão inventando alguns fatos e requentando outros para tentar favorecer a candidata que apoiam. Isso é uma vergonha", reclamou.

Em entrevista exclusiva ao site Gazeta MT, Josemar disse lamentar que a direção do Sispmur não se atenha apenas à conduzir o processo eleitoral e sugeriu que as denúncias seriam parte de uma ação orquestrada, já que surgem na véspera de uma assembleia geral convocada pelo próprio sindicato.

"Eles chamaram a assembleia supostamente para discutir um movimento de paralisação motivado pelas normativas da Secretaria de Educação. Na verdade é uma armação. Estão usando os servidores como massa de manobra para chegar à assembleia e tentar me massacrar".

Tranquilo
Josemar Ramiro voltou a negar qualquer relação com as empresas envolvidas com a modelo Luciane Hoepers, investigada na 'Operação Miquéias' deflagrada no ano passado pela Polícia Federal. A suspeita foi levantada porque entre as instituições que receberam investimentos do Impro está a Corretora BNY Mellon, que foi citada na investigação da PF.

"Na verdade um dos fundos operados no esquema investigado pela PF era administrado por essa corretora. Mas a BNY Mellon administra milhares de outros investimentos, já que é filiada ao Banco de Nova York - uma das maiores instituições do mundo, que administra cerca de US$ 27 trilhões. A outra corretora privada, criticada por eles, a BRL trust, administra só no Brasil mais de 28 bilhões de dólares. Eles não sabem nem o que estão falando e não querem aprender", criticou.

Josemar sustenta que todos os investimentos feitos pelo Impro seguem as normas do Ministério da Previdência, dos Tribunais de Contas, da Comissão de Valores Imobiliários e do Conselho Monetário Nacional entre outras instituições. Os dados são auditados a cada dois meses e todas as informações estariam disponíveis nos sites da Previdência e do próprio instituto.

"Não fizemos nada de errado, tanto é assim que tivemos todas as nossas contas aprovadas pelos órgãos competentes e sequer fomos citados pela Polícia Federal nas duas etapas da 'Operação Miquéias'. Eles estiveram em Cuiabá, Várzea Grande e em vários outros municípios do País, porque me deixariam fora?", indaga. "Estão pegando informações antigas e apresentando como novidades".

Sem prejuízo
O diretor do Impro disse ainda que as aplicações cumprem uma resolução que estabelece os investimentos por segmentos (fundos de renda fixa, ações etc.). Conforme Josemar, a diversificação é um dos princípios do mercado para resguardar o patrimônio e melhorar os rendimentos. Ele negou que o fato de não ter priorizado negócios com o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) tenha resultado em prejuízos.

"Nem todos os fundos do Banco do Brasil são bons ou tem maior rentabilidade. Procuramos diversificar os investimentos optando por aqueles que tem melhor desempenho em cada segmento. O que posso assegurar é que nossos investimentos estão entre conservadores e moderados, não há nenhum de alto risco. Todos estão dentro de uma política aprovada pelo conselho curador do instituto, tudo registrado em atas e disponível para consultas".

"Não houve prejuízo. Saímos de um patamar inicial de dois mil reais para R$ 106 milhões (balanço setembro) após 15 anos de existência do Impro. Se houvesse prejuízo teríamos, em algum momento, uma curva negativa e na verdade sempre houve crescimento", afirma. "Será que se tivéssemos um prejuízo de R$ 42 milhões, como eles alegam, o Conselho Fiscal, o Ministério da Previdência, a PF ninguém teria notado, só o Rubens? Se fosse assim ele deveria estar em Wal Street", ironizou.

Josemar Ramiro disse que está recolhendo todas as informações divulgadas pelo presidente do Sispmur e que tomara as medidas cabíveis. Ele adiantou que não foi convidado e nem participará da assembleia convocada pelo Sispmur para esta quarta-feira (19), mas já convocou uma assembleia do próprio Impro para a próxima semana, quando apresentará os números oficiais.

"No próximo dia 27 vamos reunir todos os servidores e a sociedade para apresentar o balanço dos Impro e poderemos esclarecer qualquer dúvida. O Rubens Paulo, inclusive, está convidado - apesar que acho que ele deseja apenas fazer um jogo sujo, de desconstrução da história das pessoas e do próprio instituto", finalizou.

 

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