CASO DO ATACADÃO

Justiça autoriza coleta de dados de celular de vigilante da Brinks

Se comprovada a participação dela na tentativa de roubo o delegado deverá pedir a prisão da suspeita.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

23 de Maio de 2019, 07h00

Justiça autoriza coleta de dados de celular de vigilante da Brinks
Justiça autoriza coleta de dados de celular de vigilante da Brinks

A Justiça autorizou nesta quarta-feira (22), que a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) faça a extração dos dados do aparelho celular da vigilante da empresa Brinks, suspeita de estar envolvida na tentativa de roubo ao carro-forte, no supermercado Atacadão do Tijucal, em Cuiabá.

O crime ocorreu no último dia 10, onde três criminosos acabaram sendo mortos durante confronto com os vigilantes e Policiais Civis.

De acordo com o delegado titular da GCCO, Flávio Stringuetta, a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) já está com o aparelho celular da suspeita. No entanto, o prazo para que o trabalho seja concluído não foi informado.

"O celular da vigilante está com a Politec que deverá iniciar os trabalhos de extração de dados nos próximos dias. Nós temos que descobrir o que ela falou no celular, que de repente possa ter sido apagado", afirmou.

Pelo menos cinco criminosos participaram da tentativa de roubo ao carro-forte. Os três mortos foram identificados como Luciaquino Quirino Serra de Paula, de 37 anos, Fábio Aparecido da Costa, de 26 anos e Dauan Felix da Silva.

As investigações conduzidas pelo GCCO, levantaram a hipótese do envolvimento da vigilante no crime. A suspeita é de que a mulher possa ter passado aos bandidos informações importantes sobre a rota e horários que o carro-forte estaria no estabelecimento.

Entre os depoimentos colhidos, chamou a atenção a de um colega da vigilante, que estava na condução do carro-forte no dia do crime.

Ele teria afirmado que a vigilante mentiu quando disse que a arma dela havia falhado, quando foi agarrada por um dos assaltantes durante o crime.

"A arma dela foi periciada e não há indícios de que ela tenha puxado o gatilho em nenhum momento", disse delegado.

Caso seja comprovada a participação da vigilante no roubo, o delegado afrimou que pedirá sua prisão. As investigações do caso continuam, mas até o momento nenhum suspeito a mais foi identificado pelo GCCO.

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