MINIDISTRITO INDUSTRIAL
Retomada de lotes na Vila Operária está suspensa pelos próximos 180 dias
Contrapartida da Prefeitura agora espera desenvolvimento de micro empresários na região
24 de Junho de 2016, 07h00

A retomada, por parte do Executivo, dos lotes adquiridos a baixo custo na região conhecida como Minidistrito Industrial da Vila Operária, às margens da MT-130, foi suspensa após a aprovação do pedido de prorrogação do prazo para a regularização na Câmara dos Vereadores. A informação foi confirmada ao GazetaMT pelo vereador Jailton Dantas "do pesque pague" (PSDB).
Recentemente, a Prefeitura deu início à reintegração de posse das áreas pelo não cumprimento do acordo que previa o desenvolvimento e a instalação de pequenas empresas em cada um dos 142 lotes no prazo máximo de dois anos. Em 2016, o tempo expirou. As áreas foram adquiridas em 2012 a preço acessível, estipulado em R$5 cada metro quadrado de lote.
Na Câmara, porém, o pedido para a prorrogação contrapõe o argumento que hoje embasa a retomada. Como explicou à reportagem o vereador, o desenvolvimento das pequenas empresas não era possível sem a contrapartida do Executivo quanto à infraestrutura. "Falta bom senso da Prefeitura. Até pouco tempo, naquela região não havia energia, não havia água. Como trabalhar assim?", questiona.
Em maio deste ano, a reportagem do GazetaMT visitou os lotes do Minidistrito Industrial da Vila Operária. Na época, não havia nas imediações rede de esgoto nem iluminação pública. As luzes dos poucos barracões, energia consumida e a água utilizada, porém, haviam sido ligados pelas companhias responsáveis após pedido dos trabalhadores.
Com as melhorias, cada proprietário terá o prazo de 180 dias para dar início à sua parte no acordo firmado, começando pela documentação. "Agora sim, a Prefeitura fez a estrutura e eles podem trabalhar. Aumentamos o prazo para os trabalhadores e todos os que pagaram pela terra terão acesso à matrícula para possibilitar seus financiamentos", revelou Dantas.
Sobre as denúncias de revenda irregular das terras e aquisição a título de mera especulação imobiliária, o vereador afirmou que compete ao Executivo fiscalizar e punir. "Quem estiver irregular certamente será descoberto e perderá o lote. Apoiamos os que tem direitos, os demais ficam a cargo da Justiça", finalizou.