Expectativa
Audiência Pública deve definir hoje texto final de projeto que regulamenta horário do comércio
Autor do projeto, vereador Aristóteles Cadidé, disse que discussão deve reunir número maior de participantes.
29 de Outubro de 2013, 07h13
A Câmara Municipal realiza hoje (29) a terceira e definitiva audiência pública para discutir o anteprojeto que regulamenta o horário de funcionamento do comércio em Rondonópolis. A discussão vai começar às 19 horas na sede do Legislativo com a participação já confirmada de várias autoridades e representantes dos trabalhadores e empresários.
Diferente das duas audiências anteriores, realizadas basicamente com as lideranças de cada setor, o evento de hoje deve contar com um público maior. Segundo o vereador Aristóteles Cadidé, autor do anteprojeto e também das convocações para as audiências, os primeiros encontros foram basicamente para apresentar a proposta aos dirigentes da ACIR, CDL, dos sindicato dos empregadores e dos empregados no comércio.
"Realizamos antes duas reuniões técnicas, onde cada parte pode analisar e oferecer suas sugestões para melhorar o anteprojeto. Hoje vamos elencar e definir as alterações que serão feitas no texto que irá à votação no plenário da Câmara. Por isso, ampliamos os convites e aguardamos um número bem maior de participantes", explicou Cadidé.
Anteprojeto
Inicialmente o texto elaborado pelo vereador prevê o funcionamento regular de segunda à sexta das 07 às 18 horas e aos sábados até as 13 horas. Aos domingos e feriados não deve haver expediente.
As exceções ficam por conta dos estabelecimentos que prestam serviços considerados essenciais - como farmácias, drogarias, hotéis, estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, barbearias, salões de beleza e estética, ambulantes regulares e floriculturas; empresas transportadoras e distribuidoras em geral, bancas de jornais ou revistas; bares e lojas de conveniência e também shoppings.
Iindependente do setor de atuação, os estabelecimentos poderão estender o horário de funcionamento na véspera de datas especiais, como o Dia das Mães, Dia dos Pais e o Natal, entre outras.
O texto prevê ainda que as indústrias terão o horário liberado de acordo com o alvará, desde que localizadas em distritos industriais. As lojas de departamentos e outros segmentos do comércio também poderão requerer horários especiais, mas, em todos os casos, será necessário garantir as folgas dos trabalhadores preferencialmente aos domingos.
"Essa discussão é importante para que possamos atualizar o nosso Código de Posturas. Ele já regula o horário, mas foi elaborado em 1994 e está defasado. Hoje muitos estabelecimentos não cumprem as normas e precisamos regularizar isso para que os funcionários tenham condições de programar o convívio com a a família aos sábados, domingos ou feriados. Essa é uma reivindicação deles, que hoje não sabem nem quando terão de trabalhar nessas datas", explicou Cadidé.
Além da conclusão dos debates, a audiência marcada para a semana que vem terá também uma palestra com o procurador André Vinicius Melatti. Ele vai falar sobre as definições da jornada de trabalho no Brasil e no mundo e também das punições previstas aos empregadores que impõe jornadas excessivas aos trabalhadores.
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