TORTURA E MORTE
Mãe e madrasta indiciadas por tortura e morte de criança são agredidas em penitenciária
Elas são acusadas de agredir o filho de uma delas de 3 anos até a morte, em Nova Marilândia.
29 de Novembro de 2019, 15h22

Luana Marques Fernandes, de 25 anos, e sua convivente, Fabíola Pinheiro Bracelar, de 22 anos acusadas de assassinar o filho de uma delas de 3 anos foram espancadas na tarde desta sexta-feira (29), na Penitenciária Ana Maria do Couto, situada no bairro Jardim Industriário, em Cuiabá.
O crime aconteceu na noite de terça-feira (26), quando a madrasta levou Davi Gustavo Marques de Souza, para uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade, já sem vida. A mãe da criança e Fabíola foram presas em flagrante por crime de tortura que resultaram na morte do menino.
As acusadas que estavam detidas em uma unidade prisional feminina de Nortelândia, foram transferidas para a Capital, após passarem por audiência de custódia na tarde de quinta-feira (28), na cidade de Arenápolis.
De acordo com a Secretária de Estado de Segurança Pública (Sesp), elas chegaram na penitenciária nesta sexta-feira e foram colocadas em um raio, onde ficam reeducandas que cometeram crimes semelhantes.
No entanto, duas presas estariam bastante revoltadas com a situação e acabaram agredindo Luana e Fabíola. A equipe de agentes penitenciárias de plantão interveio com rapidez, evitando o agravamento da situação.
As duas foram retiradas do raio e encaminhadas para fazer o registro da ocorrência e também para realização do exame de corpo delito.
Ainda conforme a Sesp, a direção da unidade já separou as duas recuperandas que iniciaram a agressão.
Menino espancado até a morte
De acordo com a PJC, um laudo preliminar apontou como causa da morte espancamento e esmagamento, uma vez que além das lesões externas, foram identificados no menino vários pontos de hemorragia interna na região do abdômen.
As investigações conduzidas pelo delegado Marcelo Henrique Maidame, apontaram que a criança vinha sofrendo maus-tratos por parte da mãe e da madrasta.
Em depoimento à polícia, Fabíola Pinheiro acabou confessando que agredia constantemente Davi, mas afirmou que a intenção era apenas de corrigi-lo pelo fato de ele ser muito arteiro e desobediente.
Já a mãe do menino negou o crime e disse que estava no trabalho, quando a criança foi espancada e morta.
Para o delegado, apesar de ter afirmado não ter agredido a criança, e mãe era conivente com as agressões infligidas pela madrasta de Davi.
“É um caso de grande repercussão, ficando claro o envolvimento das duas suspeitas, Fabíola que confessou o crime e Luana que era, no mínimo, conivente com a situação sofrida pelo filho”, disse o delegado.
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