Servidores
Revisão do PCCS vai preceder realização de mega concurso público
Objetivo é corrigir distorções e cumprir a lei; prefeito diz que manterá diálogo constante e vai investir na qualificação dos servidores
29 de Abril de 2013, 00h20
Apesar da rapidez com que fechou as negociações do reajuste salarial dos servidores, o prefeito Percival Muniz entrou em rota de colisão com o sindicato da categoria após determinar o corte de alguns benefícios que eram pagos a setores do funcionalismo.
As decisões envolveram o auxílio transporte que era pago a alguns servidores da Educação e também a 'produtividade fixa' oferecida a parte dos auxiliares administrativos, técnicos administrativos e assistentes técnicos (algumas chegando a R$ 1,8 mil por mês). Apesar das críticas, o prefeito garante que manterá as decisões e prevê que a manutenção do diálogo conduzirá ao bom relacionamento com os sindicalistas e o conjunto dos servidores.
"Para mim também foi difícil tomar essas decisões. Muitos amigos e servidores exemplares foram atingidos, mas não tinha outra opção. Como prefeito sou obrigado a cumprir a lei e zelar pelo interesse público. Se os benefícios foram instituídos em época imprópria ou eram pagos de forma irregular, minha obrigação é suspendê-los. Do contrário estarei sujeito às penalidades legais", diz.
Percival assinala que, ao mesmo tempo em que fez os cortes exigidos pela Lei, acatou reivindicações como a reestruturação dos salários dos Agentes de Saúde e de Combate às Endemias, e a quitação de direitos trabalhistas que estavam represados na Secretaria de Educação.
PCCS e Concurso
Na opinião do prefeito, parte do problema que tem gerado as críticas atualmente será solucionado com a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O trabalho será feito por uma equipe da UFMT, ouvindo a categoria e a sociedade. A meta é acabar com as distorções existentes, criando mecanismos para premiar os melhores servidores sem comprometer a capacidade de investimentos e os limites impostos pela própria legislação.
A revisão do PCCS também servirá para orientar o concurso público que o município pretende realizar ainda este ano. A ideia é ofertar cerca de duas mil vagas em várias áreas, de modo a preencher as funções que hoje são ocupadas por servidores contratados provisoriamente.
"Também vamos investir mais na qualificação e na melhoria das condições de trabalho do servidores. A nossa meta é fazer com que todos cresçam junto com a cidade", finalizou.
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