RONDOFOLIA
Contra a parede, imprensa da Prefeitura dá outra versão sobre escândalo do Carnaval
Em nota, assessoria da gestão Zé do Pátio negou irregularidades
07 de Junho de 2017, 12h51
Em nota, a Prefeitura de Rondonópolis deu sua versão sobre a mais recente polêmica envolvendo a administração do atual prefeito José Carlos do Pátio-SD. Desta vez, a denúncia de um músico da cidade pôs em xeque a regularidade nos contratos e os não pagamentos referentes à edição 2017 do Carnaval popular. A reportagem foi publicada na edição de hoje, 7 do jornal impresso A Tribuna. Leia mais aqui.
Ninguém do Executivo Municipal aceitou conceder entrevista à imprensa, como antecipado pelo principal assessor de comunicação do prefeito, João Ribeiro. O e-mail encaminhado, porém, detalha datas das contratações e esclarece informações quanto aos acertos financeiros com os profissionais envolvidos com a festa.
"(...) um dos pontos citados na matéria se trata da licitação para a realização do evento onde a empresa Gileno Gomes de Almeida ME ganhou o direito de explorá-lo economicamente e, também a obrigação de realizar todo os pagamentos como as bandas musicais. No entanto, talvez como não conseguiu o lucro almejado acabou não honrando os contratos. Apesar disso, a Prefeitura informa que os fiscais de contrato vêm analisando todas as cláusulas do acordo para todas as providencias cabíveis", diz a nota.
Na denúncia feita pelo músico Hércules de Abreu, o Cuia, ao A Tribuna, tal argumento fora rebatido. Segundo informou, Ele diz que a organização/realização do carnaval popular esteve a cargo da Prefeitura, através de uma comissão liderada pelo vice-prefeito Ubaldo Barros, sendo composta também por Pedro Augusto, irmão do prefeito Zé Carlos do Pátio. "Não é à toa que o Ubaldo foi na Câmara receber uma moção de aplausos pela realização do evento. As bandas não foram licitadas e nem contratadas pelo Gileno. Foi feito um carnaval totalmente irregular", disse.
Mas, na versão da Prefeitura, a nota segue. "Foi realizado processo licitatório, pregão presencial 01/2017 com o objetivo de cessão onerosa à pessoa jurídica de uso de bens públicos para fins comerciais, destinado à exploração comercial da festa Rondonfolia. A cessão conforme documento determinou que empresa vencedora do certame ficaria responsável pela realização da festa, com locação de estrutura para montagem e comercialização de camarotes, tendas, áreas especiais, gerador para iluminação, extintores, placas de sinalização, projeto técnico, bandas, divulgação e produção do evento. Ainda estaria a seu cargo à exploração da praça de alimentação com bares, patrocínio entre outros".
Pagamentos
Sobre os valores ainda não recebidos pelo músicos e demais artistas que participaram do Rondonfolia 2017, a assessoria transfere a responsabilidade à empresa vencedora da licitação. Sobre os trios elétricos, diz que a Prefeitura arcou com os custos.
Prefeito e vice
A nota da assessoria se encerra em tom descabido. "O prefeito Zé Carlos do Pátio não tem intermediários ou interlocutores que falem por ele sobreos eventos e decisões da prefeitura. Portanto todas as colocações nestes sentidos à respeito do Carnaval são infundadas, devendo ser descartadas por não serem oficiais. O vice-prefeito de Rondonópolis, Ubaldo Barros informa que participou até o dia 05 de janeiro dos assuntos referentes ao carnaval, quando entregou projeto ao Prefeito".