EXCLUSIVO
Denúncia feita pelo GazetaMT segue acompanhada pela Justiça do Trabalho
Insalubridade em pátios de caminhões é alvo de Ação Civil Pública
08 de Junho de 2016, 13h58

As denúncias de insalubridade no pátio de triagem recém alugado pela gigante agrícola Noble Agri, hoje Cofco do Brasil, às margens da BR-364, sentido Cuiabá, seguem acompanhadas por meio de Ação Civil Pública pela Justiça do Trabalho em Rondonópolis. O espaço alugado pertence ao grupo Botuverá e o processo fora impetrado em março pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres da cidade (STTRR).
Ao GazetaMT, o presidente do sindicato, Luiz Gonçalves da Costa, informou que já foram realizadas audiências junto a categoria, empresa e Judiciário. Um acordo teria sido pedido pela Cofc para adequações quanto à acomodações e locais de higiene, anda cumprido até o atual momento. Para o presidente, o melhor hoje seria que Justiça, de fato, determinasse uma sentença. "Poucas são as empresas com as quais não precisamos bater em cima. Na maioria não há condições mínimas ambientais, não há banheiros para os motoristas que estão esperando o dia todo para descarregar nem local para alimentação", conta.
Na mesma Ação Civil da qual é alvo o novo pátio da Noble, outras empresas e espaços para motoristas estão incluídos, diz o presidente. "Esta Ação é movida contra todos os espaços das grandes empresas de nossa região. Outras seguem, ainda, cobrando providências das demais gigantes em todo o Estado".
Ainda ao GazetaMT, da Costa diz aguardar nos próximos meses novos chamamentos da Justiça para a realização de audiências sobre o espaço alugado pela Botuverá. "Tudo depende do Judiciário. A Justiça do Trabalho costume ser mais agilizada que as demais, mas ainda assim existe um certo tempo de espera", finaliza.
O caso
Na última segunda-feira (6), a reportagem do GazetaMT publicou com exclusividade uma reportagem sobre novas denúncias de caminhoneiros que aguardavam no pátio recém alugado pela Cofco para descarregar. Nos relatos, motoristas pedem condições mínimas de salubridade e cobram ações de órgãos como a Vigilância Sanitária, que até o momento não se pronunciou sobre o caso.
Confira a reportagem clicando aqui.